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Apresentações e seja bem-vindo
segunda-feira, maio 07 2012 - 06:42
Esse blog foi aberto em meu site em 2008 para eu poder dividir com vocês a experiência maravilhosa que foi uma viagem de dois meses feita ao Canadá e EUA, onde fui estudar, estagiar, passear e ver muuuuuita coisa interessante em setembro e outubro daquele ano.
Já se passaram quase 4 anos, mas ainda deixo online minhas impressões porque acredito que ainda podem ser válidas e servirem de ajuda a quem, como eu, procurou através da internet juntar peças para decidir como se guiar em aventura parecida. Encontrei na rede informações que foram extremamente úteis em minhas decisões de viagem e deixo minha colaboração, dividindo as minhas impressões.
Obrigada pela visita e se quiser trocar alguma idéia, entre em contato. Nos últimos dois anos embarquei na maior aventura da minha vida que é ser mãe e posso demorar um pouco para retornar as mensagens, mas retorno assim que puder.
Muito obrigada pela visita. Juliana.
Intercâmbio - Fazer ou não um blog de viagem enquanto estiver lá?
segunda-feira, maio 07 2012 - 06:41

Bom, a gente vive toda a expectativa de viajar, mil experiências novas para viver e uma vontade louca de dividir tanta coisa boa com nossas pessoas todas. Aí se pensa: bom, tenho a tecnologia como aliada e posso fazer isso atualizando um blog criado especialmente para isso, postando no Twitter ou atualizando meu álbum do Orkut e consigo assim comunicar o que se passa comigo nessa viagem tão incrível para todos ao mesmo tempo!

Olha, na minha opinião isso pode ser válido se vc for ficar por lá mais que seis meses, e mesmo assim, sem ter que ser feito toda semana. Atualizar o blog, checar ansiosamente possíveis comentários, tráfego de leitura, postar as fotos e as novidades vira uma obrigação e você depois vai ficar muito p. consigo mesmo por ter seu preciosíssimo tempo investido nisso, em vez de ter aproveitado para viver o que está tendo a oportunidade de viver. Sério, pense nisso. Eu fiquei. Minha “hostmother” me dizia quando me via às voltas de checar/responder e-mails diariamente e tentar fazer um blog... “avise aos amigos que aqui você está ocupada, está focada no seu aprendizado do inglês e na convivência com a cultura e pessoas daqui. Centralize as notícias apenas em seu marido, (ou em poucas pessoas realmente importantes) e que ele seja a fonte para os outros saberem a seu respeito por lá. Viva aqui e agora, que você está investindo muito dinheiro e energia nisso e esse tempo, perdido, não tem como recuperar não” . Sim, eu tentei fazer um blog estando lá, que não passou de sexto post, mas que claro que larguei no meio de caminho (veja aqui mais um blog perdido na rede sem eira, finalização, atualização e beira, um horror!).

Os amigos ficaram aqui e estarão te esperando quando voltar. Aí, fica até mais gostoso depois reunir todo mundo para mostrar as fotos e contar as experiências, e se vc já adiantou tudinho pelas internet da vida, essa festa perde boa parte da graça, né?

Sugestão - uma coisa muito boa de se fazer é um diário, ou um “journal” (compre por lá um Moleskine, que vc encontra em qualquer livraria, supercool!!!) para registrar suas vivências diárias - porque depois, infelizmente, não tem jeito, a gente volta pra vida real e as lembranças de coisas muito legais vistas e vividas vão se anuviando na cuca. Ou então grave ao fim do dia no seu notebook que vc comprou por lá e que tem recursos chiquetésimos de multimídia, arquivos de voz - ou mesmo imagem - onde fica registrado também sua emoção a cada dia (que podem virar podcasts). É muito legal se escutar depois. Tem um post aqui onde vc pode ouvir uns podcasts que gravei fazendo isso. Depois chegando, faça um blog como o meu, sei lá, pra então contar, dividir as coisas de forma ampla... Avalie bem suas prioridades.

Bom, na minha opinião, que claro, pode ser diferente da sua, é isso...

Sites na web para ajudar em decisões de viagem
quinta-feira, novembro 24 2011 - 12:07

Na internet se encontra de tudo. Aqui, navegando barbaridade consegui me informar a respeito de boa parte do processo que ia enfrentar ao fazer a viagem de intercâmbio. Sites, blogs, comunidades... existem uma infinidade de pessoas dispostas a dividir informações e experiências e todos foram de grande ajuda.

Selecionei uns poucos endereços, entre muitos. Mas eles podem servir de ponto de partida para se saber mais, principalmente se seu foco for gastar pouco em NY e saber muito a respeito de intercâmbio no Canadá. Para mim, os dois citados abaixo foram bem úteis:

Na web http://www.maosdevaca.com/
No orkut http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=42302787
Nova York para mãos de vaca.
Excelente site feito por um casal de brasileiros que moram em NY, e que dão ótimas dicas sobre como se virar na cidade sem entrar em colapso financeiro. Há também a comunidade deles no Orkut, onde as pessoas trocam muita informação. Foi através de dicas daqui que aluguei apartamento a ótimo preço em NY.

http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=3645748
Comunidade do Orkut - Maura me ajuda!
Quer saber como é estudar no Canadá? A Maura e mais um montão de internautas te ajudam. Nessa comunidade encontrei muitas respostas e dicas a respeito de Toronto. Ajudou muito mesmo.

Podcasts e GoogleDocs
quinta-feira, novembro 24 2011 - 12:07
O tal do PodCast
Durante o período em que estive no Canadá, uma ferramenta me ajudou muito com a melhor assimilação do inglês foram os Podcasts.
Oferecidos gratuitamente, devidamente gravados em meu Ipod, durante meus períodos de trânsito entre a minha host family house, a escola e a agência foram de grande ajuda para eu treinar meu ouvido.
Como lidar com isso foi também tema de apresentação que tive que fazer durante o curso, e que disponibilizo aqui para quem quiser
entender como isso funciona. Está bem simplificada, mas já é um começo para entender como funciona.

What is a Podcast.pdf

O tal do GoogleDocs
Outra ferramenta que ajudou bastante na preparação das apresentações pedidas durante o curso foi criá-las no Google Docs. Fácil de lidar, começava o trabalho na escola, e se não tivesse tempo de terminar antes de outro aluno precisar usar o computador, salvava e poderia abrir novamente, sem me preocupar em ter arquivo gravado comigo ou com compatibilidade de programa. Poderia continuar de qualquer outro lugar onde houvesse acesso disponível à internet. Algumas vezes, ia terminar na biblioteca do bairro onde estava hospedada - em qualquer uma das bibliotecas de Toronto, esparramadas por todos os bairros, é possível acessar a internet gratuitamente.

https://www.google.com/accounts/ServiceLogin?service=writely&passive=true&nui=1&continue=http%3A%2F%2Fdocs.google.com%2F%3Fhl%3Dpt-BR%26tab%3Dwo&followup=http%3A%2F%2Fdocs.google.com%2F%3Fhl%3Dpt-BR%26tab%3Dwo&ltmpl=homepage&rm=false

Para apresentá-las, as salvava em formato PDF e pronto! Problema resolvido. (Menu File/Download presentation as/ PDF).
Museus em Toronto
quinta-feira, novembro 24 2011 - 12:06

Para Toronto eu só tenho elogios. Uma cidade linda, limpa, organizada, com um sistema de transporte público que funciona direito e que tem um povo extremamente educado. É uma cidade rica, com 6 milhões de habitantes e relativamente nova. Fundada em 1754, tem hoje 255 anos, mas tudo parece ser “brand new”. À respeito da cidade, dedicarei mais tarde outro post mais completo, esse é para falar dos museus. Talvez por ser nova, a cidade transpira contemporaneidade. Tem, sim, dois museus bem tradicionais, mas também uma coleção de museus curiosos, que valem a pena visitar dependendo do seu interesse pela proposta de cada um.


Art Gallery of Toronto (AGO) e Royal Ontario Museum (ROM)

O ROM e sua entrada modernésima.


E algumas coisas antigas...


E outras...


E mais outras.

Dos tradicionais, o Art Gallery of Toronto (AGO), museu de arte, onde eu poderia ver finalmente - mesmo que uma pequenina amostra - Van Dyck, Monet, Picasso e Van Gogh, estava fechado em reforma. Toda a expectativa teve que esperar seis semanas até a hora de ir para Nova York. Mas esse museu, na verdade tem em seu acervo permanente, em maioria, de obras de artistas canadenses. 

O outro, Royal Ontario Museum (ROM), oferece uma rica mistura de ciências naturais, arqueologia, paleontologia, arte e cultura. Possui mais de 6 milhões de objetos e é um dos maiores museus da America do Norte. Gostei muito das recriações de ambientes domésticos dos mais variados períodos. Trabalho minucioso e de encher os olhos. A arquitetura de sua fachada ultramoderna já vale belas fotos. Vale a visita. Um show de cultura mundial em suas variadas formas de expressão.

E tem os museus de coisas. Sim, coisas como sapatos, roupas e cerâmicas. Para mim, que curto arte, moda e cultura visitá-los foi bem divertido. 


Bata Shoe Museum 


Sapatos... (acima de Sua Santidade, de algum papa).


Sapatos...


E  mais sapatos!

O Bata Shoe Museum é um museu dedicado aos sapatos. Isso mesmo, sapatos! A estrutura física do museu é pequena, mas linda e suuuuper bem elaborada visualmente. A arquitetura externa do museu, inclusive, foi construída de forma a lembrar uma caixa de sapatos. Aquele monte de sapato - resultado de coleção feita por (claro!) uma mulher - dão show de história e design. Tenho certeza que a Carrie Bradshaw já esteve por lá. Tem sapato de papa, de rei e rainha, de algumas celebridades, como os escarpins vermelhos de Marilyn Monroe, calçados de golfe de Tiger Woods e botas de Elton John e alguns deles, embora lindos, parecem mais objetos de tortura.

E para quem se interessar em ver mais, há uma exposição online, criada pelo museu. Veja em: http://www.allaboutshoes.ca/en/


Textile Museum of Canadá



O Textile Museum of Canadá é pequenininho, mas tem uma coleção permanente de mais de 12 mil objetos que contam mais de dois mil anos de história de mais de 200 países e regiões do planeta através dos tecidos. São roupas cerimoniais, tapetes, quilts e artefatos relacionados à produção têxtil. Segundo a brochura da instituição, "servem para celebrar a diversidade cultural, conectando roupas, cultura e arte" e promover através disso "o entendimento da identidade humana através das texturas". Parece muito doido, mas é encantador. Explicando, pode-se ver nesses objetos a celebração das cores e texturas, da criatividade e da capacidade humana de misturar isso tão lindamente. Fica claro que, mesmo sem saber, quando produzimos os mais simples objetos cotidianos, imbuímos neles história e sentimentos. E fazemos bonito! Uma das salas parece um playground, onde o visitante vira criança novamente e é convidado a interagir com os objetos. Saí de lá decidida a trazer mais cores e novas texturas para minha vida. Engessada nos jeans, brancos, cinzas e beges (ugh!), senti naquele lugar o quanto as cores fazem diferença em nossos humores e na forma como interagimos com a vida. Parece exagero, mas sim, é verdade. 

Estando em Toronto, inevitavelmente você vai cair de amores pelos "scarfs", os chales-mantas-cachecóis-pashminas que as canadenses usam para se protegerem do frio ou dar um belo toque no visual, (ou que as muçulmanas usam como ítem obrigatório do figurino). Na cidade, como uma amiga, a Letícia que está morando lá me falou, por haverem muitos imigrantes árabes e indianos, pode-se encontrar scarfs maravilhosos, de todo tipo e tecido. Confirmo, porque mesmo depois em Nova York não encontrei tanta variedade quanto em Toronto. Essa história tá sendo citada agora, porque, na lojinha do Textile Museum, vi uns modelos de se amarrar mesmo, literalmente, feitos de materiais que não vi em nenhum outro ponto da cidade. O único problema é que depois de comprar um monte deles e voltar para o nosso Brasilsão ensolarado, nos damos conta de como o inverno demora a chegar e ainda passa rápido, ficando os benditos relegados a uma gaveta a maioria do ano por aqui. Mas ainda sim, vale a pena comprar, nem que seja unzinho.

Gardiner Museum of Ceramic Art
E para finalizar, tem o Gardiner Museum of Ceramic Art,
um museu que exibe mais de 3000 peças de cerâmica. Como já disse, a validade da visita está muito ligada ao interesse que temos pelo assunto. Eu, que já trabalhei como desenhista em peças de porcelana e que amo arte, curti muito a visita a esse museu. Trabalhos delicadíssimos e maravilhosos de pintura e design em peças de uso e decoração cotidiana. É o mais refinado dos museus visitados. Não permite fotos ou interação por parte do visitante, mas possui em suas instalações salas onde são oferecidos cursos e por onde podemos passear vendo as aulas em andamento (e todas estavam bem cheias). Tem um charmosésimo restaurante e assim como todos os outros museus, uma lojinha de souvenirs interessante (nesse caso, produtos bem caros). Um boa dica para quem gosta do assunto.

Sites:
Art Gallery of Toronto (AGO) -
http://www.ago.net/
Royal Ontario Museum (ROM) - http://www.rom.on.ca/
Bata Shoe Museum - http://www.batashoemuseum.ca/
Textile Museum of Canadá - http://www.textilemuseum.ca/
Gardiner Museum of Ceramic Art -
http://www.gardinermuseum.on.ca/

The Toronto International Film Festival
quinta-feira, novembro 24 2011 - 12:06
Um dia de tiete

O Festival Internacional de Cinema de Toronto acontece em setembro. A cada ano toma maior proporção no mundo do cinema e nas duas semanas do evento, Toronto fica uma loucura. 
Se você estiver planejando ir para lá nesse período, antene-se com o evento.
Na escola, alguns colegas estavam inscritos para trabalharem como voluntários na festa, o que é prática comum. Fazem de tudo, de ficar organizando as filas na frente dos cinemas a limpeza. Muitos na esperança de ver algum artista hollywoodiano. 
Passeando pelo bairro de Yorkville, tentando ver se eu flagrava algum, sem ter que trabalhar como voluntária, como disseram na escola que seria possível acontecer, tive a sorte de cair justamente em frente a um evento que estava promovendo o filme Ensaio sobre a Cegueira, do brasileiro Fernando Meirelles. E logo em um dos primeiros dias da festa. Foi uma curtição só, na hora esqueci todos os pudores e dei uma de tiete bobona, filmando artista pelo vidro da vitrine - o evento acontecia em uma loja Swarovisk, provavelmente patrocinadora do evento ou do filme. Me diverti muito!

No outro dia de aula, passado o primeiro fim de semana, alguns dos colegas voluntários não tinham visto ninguém, e eu, de uma vez, vi 4 de uma tacada só - o Fernando Meirelles, o Mark Ruffalo, o Gael e o Danny Glover (vá lá, o Fernando Meirelles por essas bandas daqui pode ser considerado uma estrela né?!).


Eu de paparazzi fotografando no tapete vermelho da Swarovisk.
Falando de Toronto
quinta-feira, novembro 24 2011 - 12:05


Ouça aqui uma série de Podcasts que gravei enquanto estava em Toronto, falando das experiências do dia-a-dia. (Clicando no link, outra página será aberta e então clique na setinha verde para abrir a caixa de execução do Podcast).


Episódio 3 - Civilidade I
Santa honestidade canadense de cada dia, atitude ambiental correta relativa ao lixo, trânsito de primeiro mundo
http://jcassab.podOmatic.com/entry/2008-09-05T22_07_37-07_00

No dia da coleta seletiva, todas as lixeiras devidamente esperando o caminhão da coleta.

Olha o tal vindo aí gente.


No centro de Toronto, lixeira vira espaço expositivo de arte. Show!

Uma comunicação que mostra bem o espírito das pessoas em relação ao trânsito. Já pensou em algo do tipo por aqui???

Educação:
- Sempre soube que somos agressivos ao volante, mas depois de ver como as coisas funcionam por aqui, vejo mesmo como nossa selvageria no tráfego é absurda. Aqui pedestres e carros interagem como iguais. As pessoas respeitam os tempos de sinais e passagens e os carros literalmente param para que o pedestre passe.
Segurança:
- As casas, pelo menos pelos poucos lugares onde passei, em sua maioria não tem portões, e se tem, são apenas para decorar a frente da casa. As portas ficam direto para a rua, protegidas apenas pelas varandas, onde se vêem famílias e amigos conversando aos finais de semana e começo da noite. Isso na capital financeira do país, o que seria a nossa São Paulo. Fico imaginando então como as coisas devem funcionar nas cidades menores. A sensação de segurança é maravilhosa. 

Episódio 4 - Civilidade II
Bichos de estimação, outros bichos e hábitos de leitura, conhecendo a Toronto Public Library
  
http://jcassab.podOmatic.com/entry/2008-09-06T21_15_08-07_00

Promoção de livros na calçada em um domingo ensolarado.


Doguinhos calmamente "estacionados" na calçada enquanto o dono não vem.

 
Fachada da Biblioteca Show principal de Toronto na Younge Street
 
Episódio 5 - Conhecendo a OCAD e tentando matar as saudades de casa
OCAD é Ontario College of Art & Design, uma das mais importantes escolas de arte e design do Canadá. 
http://jcassab.podOmatic.com/entry/2008-09-06T21_19_54-07_00


Entrada da OCAD, uma das melhores escolas de propaganda e artes de Toronto.

Episódio 6 - Um sábado muuuuuuito legal
South St. Lawrence Market, The Distillery District e Toronto International Film Festival (e as estrelas!)
http://jcassab.podOmatic.com/entry/2008-09-06T21_22_37-07_00


O Mercadão Municipal de Toronto (tem mais fotos no post "Distillery District...")

Episódio 7 - O Último Podcast
As aulas de inglês na PLI, CN Tower, usando o Podcast para aprender inglês e a brasilidade que não sai da gente, mesmo estando tão longe 
http://jcassab.podOmatic.com/entry/2008-09-09T19_54_05-07_00

PLI - Pacific Language Institute
quinta-feira, novembro 24 2011 - 12:03

A escola certa, como assim?

Escolher o que seria “a escola certa” foi bem difícil. E dá-lhe pesquisa! E no fim, para concluir mesmo, que infelizmente a tal da escola perfeita não existe, esqueça, desculpe. Pra me ajudar a decidir, fiz contatos com várias pessoas que já tinham estudado fora. Googlei muito, procurei a comunidade do Orkut das escolas (que me levaram a ex-alunos que gentilmente retornaram contato e que me deram boas dicas). No fim, estava entre a Berlitz e a PLI - lá fora, a Berlitz não é cara como é aqui no Brasil. Pra me decidir finalmente pela PLI tive indicações de pessoas próximas que já tinham estudado na unidade Vancouver da PLI.

Desde o princípio minha decisão tinha sido por fazer o curso de inglês em meio período, porque queria aproveitar o outro para tentar fazer outro curso em alguma escola de artes/propaganda (meu nível de inglês me permitiria esse grau de interação) e também para participar das atividades extras que a escola oferece. A busca desses cursos alternativos acabou me abrindo outra porta incrível, que foi um estágio em uma agência de propaganda canadense. A experiência que acabou fazendo a viagem toda valer 1000 vezes mais (conto mais em outro post).


PLI - Pacific Language Institute

A PLI é uma escola do tipo ELS - English as a Second Language, sigla que significa que tal instituição oferece cursos de inglês para estrangeiros. (ELS também é o nome de uma rede de escolas de inglês para estrangeiros). Em Toronto, fica muito bem localizada, ocupando dois andares em um prédio no centro da cidade, a um quarteirão da Central Station, estação, que além do metrô, agrega todo o transporte público da cidade. Ela não faz parte de uma grande rede como a Kaplan ou Berlitz, tendo apenas duas escolas no Canadá, uma em Toronto e outra em Vancouver. Quando fui em 2008, trabalhava com lições diárias, oferecidas em folhas para arquivar em fichário, não dando livros. Os cursos tinham duração mínima de duas semanas, e podem seguir por quantas quisermos (ou pudermos). Poderiam ser também em meio ou período integral. São duas aulas no período da manhã e mais duas a tarde. Pode-se optar por fazer 2, 3 ou as 4. Não sei se continuam trabalhando dessa maneira ainda hoje.

Essas aulas eram divididas por enfoques e por níveis:

- Habilidades de comunicação (Communication skills)
- Listening e vocabulário
(Listening and vocabulary)
- Gramática e redação
(Grammar and writing)
- Leituras e estratégias de vocabulário
(Reading and vocabulary strategies)
- Compreensão oral, conversação e pronúncia
(Listening, conversation and pronunciation)
- Produção oral e fluência
(Oral production and fluency)
- Leitura dinâmica
(Reading dinamics)
- Gramática e precisão
(Grammar and accuracy)
- Compreenção oral avançada
(Advanced oral and listening)
- Redação e leitura avançada
(Advanced writing and reading)
- Precisão avançada
(Advanced Accuracy)
- Inglês para negócios
(1 - Introduction to business english, 2 - Business communication, 3 - Business concepts)
- Preparação para TOEFL ou TOIEC (TOEFL or TOIEC preparation)

Primeiro dia (que não é de aula)

No primeiro dia, uma segunda-feira, tudo começa, veja sequenciazinha de ação:

  1. Preencher teste de nivelamento escrito - múltiplas escolhas e uma dissertaçãozinha onde perguntam quais são suas expectativas em relação ao que vem pela frente.
  2. Escutar blábláblá de boas vindas, regras e avisos gerais. Isso é tuuuuudo em inglês e me pergunto como ficam os pobres alunos do nível básico para entender essa falação toda. E o que mais me chateou... um tal de contrato que temos que assinar nesse primeiro dia - todo escrito em inglês! O que me convence de que muita gente não entende nada dessa conversa é o seguinte: tem um aviso muito bem avisado para que o alunos fumantes – pelamordedeus - não cometam a gafe cultural de fumar na frente da porta rotatória do prédio onde fica a escola. Que isso é proibido, e pelo que entendi, atitude muito mal vista (nunca vi canadense nenhum fazendo isso na frente de seus belos prédios ali pelo centro). E sempre, nos intervalos, infelizmente sempre estão lá a horda de alunos, sejam brasileiros, asiáticos, russos ou afins, emporcalhando nossa fama na frente do prédio, soltando suas baforadas assassinas ao vento (desculpe a dramaticidade, mas é que eu sou uma daquelas que odeiam esse hábito maldito).
  3. Fazer a entrevista com um professor (que não será necessariamente o seu).
  4. Conversar com coordenador da empresa responsável pela sua homestay.
  5. Participar de um tour pelos arredores com um responsável PLI.

Você define depois do teste de nivelamento, através de uma conversa com um dos professores sobre quais aulas melhor atendem suas necessidades. Terá que escolher entre os tipos de aulas descritas acima. Se estiver com dúvidas, pergunte, se não entender, pergunte de novo, não se iniba nessa hora. Uma decisão errada custa caro. Eu fui sem saber que haveriam tantas opções tão segmentadas de aulas (fui para aprender inglês, uai!) e que teria que me decidir entre elas (e ser libriana não ajudou muito). Se você veio com necessidade de melhorar gramática e optar pela aula de “listening e vocabulário” vai dar m... Pelo que vi, essa opção dura cada mês de aula, e pode-se mudar as aulas no mês seguinte. A disponibilidade do curso depende da formação de turmas e não se sabe até esse dia qual o período em que você irá estudar (ou seja, se optou por meio período, se esse período será manhã ou tarde, eu cursei as primeiras 4 semanas à tarde e as duas últimas de manhã). Você só fica sabendo na terça mesmo, com certeza, como ficou sua programação.

Estrutura, aulas e afins

A estrutura da escola é boa, me atendeu bem, mas não classificaria de impecável. Não há nada de extraordinário com as aulas, e fica a sensação que inglês se aprende da mesma maneira em qualquer lugar em que se esteja, ou seja ESTUDANDO, mesmo. Lendo, escrevendo, escutando, fazendo homework, apresentando os trabalhos pedidos (prepare-se para nas aulas com foco em comunicação e negócios para fazer apresentações para a classe). Quanto aos professores, nenhuma reclamação. Bom ritmo, didática e todos bem canadenses (alguns importados de outros países de língua inglesa, tipo Inglaterra, mas no Canadá, vc vai ver, tem muuuuuuita gente importada de outros países). O que vale muito é a situação toda fora da sala de aula. Infelizmente não dá para se comprar garantia de aprendizado, mesmo com todo o investimento feito. E sem um esforço mínimo então, nada feito, as coisas não ocorrem por osmose. Não é porque você se deslocou um montão para o outro lado do mundo e está gastando uma senhora grana que vai voltar falando inglês como um nativo. E sempre seremos estrangeiros falando inglês. É engraçado essa questão dos sotaques... os alunos asiáticos tem um sotaque terrível para nossa compreensão, e sim, eles estão falando inglês, assim como nós. Há muitos alunos vindos do Brasil, assim como asiáticos. Também gente do México e Rússia e de outros cantos do planeta mais (tive colegas vindos da França e Alemanha). A convivência com gente tão diferente é muito enriquecedora, e a escola tem uma regra interna de não deixar ninguém falar outra língua que não seja o inglês, isso ajuda bastante a integrar as pessoas, que tem que se comunicar obrigatoriamente in english enquanto estiverem dentro da escola.

Todos os dias tem uma atividade/passeio programado, e se você resistir e não se juntar a um grupinho de brasileiros e cometer o grave pecado de ficar falando português fora de sala de aula, essas atividades são ótimas oportunidades para cultivar amizades com pessoas dos outros países que estão ali pelo mesmo motivo que você: aprender/ aperfeiçoar o inglês.Vale a pena fazer esses passeios, pois há descontos nas entradas para os alunos. Pense na possibilidade também de aproveitar as viagens de fim de semana. São muuuuito rápidas, “fast view” mesmo, mas se você não terá oportunidades tão próximas de conhecer cidades como Montreal, Chicago ou Nova York, aproveite.
MUITO IMPORTANTE: se realmente pretender cruzar e fronteira e conhecer cidades dos EUA, trate de levar visto para isso. Sem ele, nada feito. Sob orientação do agente consular (ehehe, isso existe sim), eu tirei primeiro o visto canadense de estudante e depois dele em mãos, fui fazer minha entrevista no consulado americano para tirar o visto de turista mais tranqüila. Deu tudo certo.

Da turma brasileira, um dado interessante, enquanto dos outros países a maioria dos alunos são jovens, a turma dos 30, como eu, tem maior representatividade na nacionalidade tupiniquim. Alguns mexicanos também, e com o perfil “estou finalmente conseguindo realizar algo que sempre quis e que só deu certo agora, comigo sendo responsável pelos custos e muito consciente da importância do que essa oportunidade representa, pessoal e profissionalmente”.

Conclusão
Não fui aprender inglês lá fora, para isso, é preciso muuuuuuuito mais que 6 semaninhas mirradas, disciplina e um método que seja adequado à sua forma de aprender.
Se você pensa em viver uma experiência dessa, ouça o que ouvi muito de todas as pessoas com quem conversei: vá já com pelo menos o básico bem aprendido/assimilado por aqui. Se for para aprender do zero considere pelo menos 6 meses de imersão - para começar.
Estudo inglês desde criança somando uns bons 6 anos já bem estruturados de aprendizado por aqui. A experiência foi planejada para validar esse aprendizado, "soltar a língua" e poder passar a um melhor nível principalmente de comunicação falada mais rápido. Tanto que todas as aulas que escolhi foram com foco em comunicação.
O tempo que fiquei lá e a escola não me proporcionaram "fluência". Ajudou muito a desenvolver bem o que já tinha assimilado e consigo agora me virar muito bem em uma conversa com um nativo. Mas tenho consciência que preciso continuar estudando.

Se valeu? Sim, a experiência toda valeu muito e faria tudo de novo, com certeza.

Rotina de um dia normal de intercâmbio+estágio em Toronto
quinta-feira, novembro 24 2011 - 12:01

Segue meu relato de como era a rotina diária lá em Toronto, escrita ainda por lá mesmo:

“Voa, voa.

Gente, os dias por aqui parecem que tiveram sua carga horária reduzida drasticamente desde o momento em que pisei em solo canadense e parece que nada no mundo vai ser capaz de mudar isso.
Queria era ter mais energia e que o dia tivesse mais horas. Se soubesse, teria feito um preparo físico de exercício diário para conseguir ficar mais tempo do dia acordada, de verdade.

Olha só:
- Acordo as 6:30h, me preparo, e preparo meu café da manhã: leite com café+torrada+fruta.
- Checo se tudo que vou precisar para o dia está na bolsa e saio.
- Chego na agência às 8:40h - 1 hora de ônibus + metrô + street car (street car é um ônibus elétrico) é… três tipos de transporte de cada vez, total de duas horas do dia pra ir e vir. E olha que o sistema de transporte público aqui é uma beleza heim! Imagina se fosse deficitário…
- Saio da agência +-12:40h, como alguma coisa. E viva os McDonald’s, Wendy’s e Burguers Kings da vida! (Depois achei um restaurante de comida grega perto da escola, que servia arroz, frango e salada e meus problemas acabaram).
- Pego um street car da agência até a escola.
- As aulas começam 13:30h e vão até as 18:00h.
- Como é verão e o sol vai embora só lá para as 21:00h, aproveito esse terceiro turno do dia e dou uma passeada pela cidade (LINDA de se ver e descobrir!).
- Vou para casa jantar o que foi deixado para mim pela família, que costuma jantar as 18:00h. Optei pela meia pensão, com café da manhã e jantar e finalmente essa é minha hora de comer direito. Tive muita sorte de cair em uma homestay onde a família tem descendência grega e boa comida é ordem na casa, todos os dias. Aqui no Canadá as principais refeições são café da manhã e jantar - nosso farto almoço é apenas um “lunch”, literalmente.
- Lavo a louça, adoto um hábito da casa que é o de tomar um chá preto depois da refeição, e se eles estiverem conversando na varanda, ou vendo TV na sala me junto a eles, onde sempre sou bem recebida.

E aí pluft! Vou para meu quarto, estou exausta e o dia acabou.

A cabeça fica a mil todos os dias. Um monte de coisa para ver, lugares para ir e fotografar e parece que dia simplesmente não rende. Some assim, mesmo anoitecendo às 21:00. Esse período livre que tem depois da aula parece que vira suco rapidinho. Ô, tristeza, por que o dia não tem umas seis horinhas a mais?”

Homestay em Toronto
quinta-feira, novembro 24 2011 - 12:00

A idéia inicial
Opção de hospedagem no país estrangeiro que proporciona o convívio com as famílias nativas, potencializando o aprendizado da língua e a integração cultural... Blá, blá, blá.

A realidade
Bom, vamos aos fatos: a grande maioria de meus colegas não externava as melhores impressões a respeito de suas famílias hospedeiras. Todos tinham um tipo de reclamação, algumas bobas (afinal, NÃO é a sua casa, ok?) e outras de se fazer pensar.

Pelos depoimentos e histórias que li, essa escolha pode ser o céu ou o inferno na sua viagem. Me parece, depois de viver tudo, uma grande loteria, questão mesmo de sorte, onde perder é um pouco mais fácil, com algumas histórias complicadas de famílias pouco hospitaleiras (ou bem abaixo das nossas graaaaaaaaandes expectativas que levamos junto com a bagagem) e alguns problemas culturais bem chatos, em alguns casos irreconciliáveis que forçavam o pedido de troca de homestay, o que pode acontecer com a devida argumentação junto a empresa que gerencia as hospedagens, afinal vc não é obrigado a aceitar o inaceitável. Mas no meu caso, o lado bom que viver isso prevaleceu ao final. Foi um experiência muito positiva. Fui umas da que tiveram sorte nesse negócio. Escolhi arriscar na loteria e embora não tenha ganhado um milhão (claaaaaaaro que haviam problemas), me arriscaria de novo. O que vivi validou a escolha.

O problema é que quando falamos de intercâmbio, temos (pelo menos eu tinha antes de me informar direito) a idéia de vivência tipo Intercâmbio Rotary Clube, com troca e integração, onde vc se torna “filho” da família que te recebe. Então, escuta bem, esqueça isso. As famílias que se dispõe a receber estrangeiros em suas casas nos programas de intercâmbio comerciais utilizam esse recurso como um adicional de renda. Um negócio, ok, com poucas motivações mais “nobres” que essa em sua grande maioria. Ter isso em mente coloca o seu nível de expectativa em um patamar real e se tiver sorte e ter mais do que esse tipo de relação com sua host family, muito bom para você, sortudo.

Família também tem um leque bem amplo para ser considerada como tal nessa história: pode ser sim, composta por pai+mãe+filhos pequenos (essa é imagem que temos e que os panfletos vendem né?), mas pode ser também uma “família” de pessoas separadas, viúvas com ou sem filhos, e mais umas boas variáveis. Você poderá encontrar na mesma casa outros estudantes, é comum eles hospedarem mais de um - na casa onde fiquei tinha outra moça, vinda da Turquia. Outra coisa, em Toronto, dificilmente você cairá em um lar genuinamente “canadense” (nem sei se tem isso lá), explica-se: sendo uma cidade de imigrantes, as famílias poderão ser descendentes de várias nacionalidades, indianos, gregos, italianos, portugueses (éééé). Onde fiquei, os dois (marido e esposa) eram gregos, estabelecidos no Canadá há uns 30 anos. Mas o importante é que falem inglês, o que acontecia (quase) o tempo todo. Quando surgia algum assunto familiar restrito, eu tinha que presenciar alguns diálogos ininteligíveis em grego. Mas tranqüilo, nada que incomodasse, isso acontecia pouquíssimo.

O processo antes de chegar lá

Recebi um formulário para especificar minhas preferências em relação à família hospedeira e definir que serviços iria agregar à minha estadia: a empresa tentou encontrar uma família que se ajustasse às características apontadas por mim – não fumante, sem animais de estimação e que tivesse disponível os “extras” pelos quais paguei taxas separadas: quarto com banheiro privativo, localizada no que chamam de “zona 1” – um pouco mais perto da escola e traslado de chegada do aeroporto à homestay. Além disso, poderia pagar ainda por ter TV no quarto e acesso a internet na casa, o que não optei (chegando lá, desisti da idéia de me manter desconectada do mundo e acabei pagando direto para a dona da casa o taxa de acesso a internet deles, sem problemas).
Enviamos esse formulário e recebemos então um formulário com o perfil e endereço da família definida pela empresa + e-mail de contato + confirmação do número e horário de chegada do vôo + datas de entrada e saída da casa + descritivo do caminho que será feito da casa até a escola. Mesmo fechando o contrato com a agência de intercâmbio com antecedência (6 meses), só conheci o perfil da família a menos de um mês do embarque, pelo que li, alguns recebem a menos de uma semana, e seguuuuura a ansiedade. Antes de partir enviei um e-mail falando um pouco de mim, e recebi uma resposta simpática que me tranqüilizou.

Veja sequência para poder inspirar-se, ehehehe (não garanto que o inglês esteja correto heim?):

De: Juliana Cassab Lopes  Para: 'XXXXXXX'
Assunto: RES: Juliana Cassab Lopes contact
Hi Mrs. XXXXXX.
Thank you very much for your lovely message.
I’m very happy and anxious for all that is coming!
See you soon. Kind regards, Juliana.

De: XXXXXXXX Para: Juliana Cassab Lopes
Assunto: Re: Juliana Cassab Lopes contact
Hi Juliana... I just received your email and am excited for your arrival... We've always lived in Toronto and I find that you'll find it just great.. it's a very clean and multicultural city... I'm just here with my husband and have 2 older children who don't live in the household anymore... you'll have all the privacy that you need and I'm sure you'll enjoy your stay here in Toronto, Canada..... Looking forward to seeing you and meeting you on August the 3rd... Take Care

De: Juliana Cassab Lopes To: XXXXXXXXX
Subject: Juliana Cassab Lopes contact
Hi XXXXXX family,
I’m Juliana Cassab Lopes from Brazil, I have received your details, and I’m writing to let you know a little bit about myself.
I live in Ribeirão Preto, city with 600.000 habitants. I’m 31 years old, I’m married I haven’t kids yet. I work with advertisement. My hobbies are take pictures, good reading, music and movies.
I’m not fluent in English, but I can express myself reasonably. This is my first international travel, and this trip which objective is study English and learn the most I’ll can about a new culture, will be very important for my professional career improvement.
Have you always lived in Toronto? Is there some advice you’d like to give me?
I confirmed the flight and I’ll arrive as it was determinated, on XXXXX, at XX:XXpm.
Looking forward to meeting you all soon!
Sincerely, Juliana.

Foi um bom modo de começar as coisas.

Pra se ter em mente no dia-a-dia
Você é um “hóspede” em casa estranha, recebendo um serviço contratado, com tempo determinado e tendo escolhido conforme sua disposição em pagar mais ou menos no fim das contas, entre opções que proporcionariam mais ou menos comodidade para vc - tipo, quero ou não quero acesso ao sistema de internet wi-fi da casa, quero banheiro privativo ou compartilhado, etc, etc, etc.

Para um convívio pacífico e agradável, cumpra seu papel de menino/menina muito bem educado que é, buscando:

- No princípio observar e escutar um pouco mais do que falar, para entender melhor em que terreno está pisando, ainda mais se for ficar um bom tempo na casa.
- Providenciar um cartão telefônico para fazer suas chamadas para casa rapidinho e buscar não ficar pendurado no telefone alheio.
- Ajudar a colocar e tirar a mesa das refeições das quais participa.
- Adotar regularmente expressões como:
"Por favor" - isso vale muito também no seu convívio fora da casa, na escola, nas lojas, no metrô, nos restaurantes, museus, ou seja onde houverem pessoas com as quais terá que interagir
"Com licença" - mesmo observação acima
"Muito obrigada” - idem
"Não, obrigada”, “sim, obrigada” - de novo
"Me desculpe”  - again
"Como isso funciona?” - por exemplo, o lava-louças, o mop de esfregar chão, a máquina de secar, antes de você colocar sua mãozinha lá e causar estragos maiores, como euzinha, que coloquei em curto o ferro de passar roupa da casa e tive que desembolsar (claro! e prontamente, afinal o descuido foi meu) uns dolarezinhos suados para repor o estrago
"Como/quando vocês fazem isso aqui?"– para entender, por exemplo como é feita a limpeza da casa, na qual é bom vc colaborar pelo menos na louça que suja ou na limpeza de seu banheiro e quarto, afinal empregadas não fazem parte dos padrões domésticos canadenses
"Qual a rotina da casa nesse caso?" - para entender horários e hábitos da família antes de por exemplo, chegar em casa no meio de uma madrugada acordando todo mundo porque não conseguiu abrir as estranhas maçanetas das portas...

Enfim, sendo um bom hóspede, se comportando da mesma maneira que gostaria que um estranho se comportasse se estivesse em sua casa...

Bom, esses e outros cuidados fazem as coisas serem mais simples para todo mundo. Para mim, ao menos, ajudou bastante!

Distillery District em Toronto, um passeio que eu recomendo
quinta-feira, novembro 24 2011 - 12:00
O Distillery History District é um lugar encantador para se visitar em Toronto, um bairro do qual os torontonianos tem orgulho, como me disse minha hostmother.
Passeie por lá e conheça o St. Lawrence Market (o Mercado Municipal deles), com seus cheiros e comidas e coisinhas boas de se ver e tocar.

Geléias mil

Frutinhas vermelhas mil

Sabores mil

Visite a feira de antiguidades que vi acontecer na rua principal do bairro (era um sábado de manhã). 


Entre nas livrarias e nos restaurantes e sinta o clima europeu do lugar ao andar pela rua, vendo a arquitetura dos prédios e as praças.


Promoção, oba!

A melhor parte do passeio é a visita ao Distillery, uma antiga destilaria transformada em um shopping nada convencional. Acho que deve haver outro nome para designar aquilo, que foge completamente do nosso conceito de shopping. É para comprar também, mas é mais do que isso. Não tem nenhuma grande marca ou franquia, elas não podem entrar, sem chance. É um lugar cheio de lojinhas personalizadas, pequenos cafés, restaurantes, galerias e estúdios de artistas. Uma experiência maravilhosa de se viver para quem curte arte e coisas mais bem cuidadas, pequenas, artesanais, únicas.
Os estúdios são de artistas de todas as coisas, quadros, fotografia, jóias, tapeçaria, etc, etc, etc. O mais legal é que os próprios artistas estão lá, criando e prontos para te receber e conversar. Alguns estúdios naquele horário de sábado a tarde estavam fechados. 


Nas galerias, vê-se arte. Nas lojas, sentem-se cheiros, vêem-se coisas lindas, de design e formas diferentes.
Amei uma loja de chocolate, onde o clima e o cheiro, e claro, o chocolate inebriam.
Amei uma loja que vendia plantas, arranjos, flores.
Amei uma loja de artigos fotográficos/galeria. Estava com uma exposição show de fotos sobre um diretor de cinema e seus filmes mais marcantes, com fotos do set e dos atores/personagens. E tinha umas coisinhas únicas em matéria de porta-retratos, bolsas e coisas relacionadas.
Amei uma loja de objetos de design.
Amei conversar com os artistas, ali, orgulhosos de suas obras.
Amei ver várias noivas indo e vindo no sábado à tarde com sua corte de padrinhos e fotógrafos, que vão ao lugar fazer fotos para o álbum de casamento.




Acho que quem visitar e curtir esse tipo de clima vai amar também.
Intercâmbio - coisas para não esquecer de ter/levar
quarta-feira, novembro 23 2011 - 11:59
Tive que providenciar umas coisinhas para o período que "morei" lá fora, nos meses de agosto/setembro (verão portanto, no inverno necessidades são outras) e aí vão algumas dessas dicas que parecem bobinhas, mas que em alguns casos, gostaria de ter sido lembrada que precisaria delas, e assim não teria perdido meu precioso tempo escolhendo despertadorzinhos e sombrinhas nas lojas da Yonge Street.

- Arrume um despertador (tem aqueles pequenininhos de viagem ou seu celular, mesmo que por lá sirva só para isso) - não havia um em meu quarto e pode não haver no seu também. Ninguém vai fazer o favor de te acordar de manhã cedo se vc não fizer por si mesmo. E leve também um adaptador universal para a tomada (se precisar comprar um lá, vá na
Dollorama, loja no nosso estilo R$1,99, que tem um monte de comidinhas, tranqueirinhas úteis, inúteis e baratinhas, que fica na mesma Yonge Street, 730, já citada acima). Na casa onde fiquei as tomadas eram para pinos chatos e paralelo, com um pino maior que o outro.

- Uma sombrinha - pequena, para carregar na bolsa e da boa, pois a chuva vem com força, do nada e vai embora te deixando ensopada - um desatre! Não se arrique a pegar chuva e ficar doente como eu acabei ficando. Dá uma trabalheira danada acionar o seguro saúde (que felizmente foi bem eficiente) e ficar doente numa viagem dessa é pagar muito mico né??? A temperatura, embora seja verão por lá nesse período, oscila entre a manhã e a noite e levar um agasalho leve pra rua, pros mais friorentos como eu é uma boa pedida. Vivendo lá esses meses é que entendi a neurose dos habitantes do norte pela previsão do tempo - ela é bem útil por lá. Um Ipod de manhã me ajudou muito nessa história, pois dentro da casa a temperatura é sempre agradável e irreal por causa dos sistemas de aquecimento e das torneiras com água quente, e mesmo abrindo a janela pra tentar sentir/adivinhar a temperatura verdadeira, só depois ao sairmos da casa o baque entre o que se sente dentro e fora é sentido, nos dias mais frios. Saber a previsão do tempo ajuda a decidir se você vai precisar se vestir em camadas ou não.

- Pequenos dicionários português-inglês, inglês-português e inglês-inglês (o inglês-inglês vc compra por lá mesmo, barato). 

- Uma pantufinha para os dias de frio - na casa onde fiquei, tínhamos que deixar os sapatos do lado de fora antes de entrar. Anda-se descalso o tempo todo dentro da casa. Mas nos dias frios, uma pantufa limpíssima é uma ótima pedida e vc não arruma confusão com a cultura canadense.
 
- Caderninho de anotação para as aulas - não compre na lojinha que tem do lado da entrada do prédio da PLI, eles são caros e feios.

- Imprima por aqui, antes de viajar, um cartãozinho com seus dados de contato para deixar com os amigos que vai fazer na escola.

- Mapa de Toronto você encontrará grátis no metrô e ele será muito útil. Anote em um o seu itinerário de casa para a escola, com a ajuda de sua hoster. Mas tem um mapinha, da linha Compass Pop Out Map (eles tem mapas das principais cidades do mundo), que comprei aqui que me ajudou muito: pequeno, barato, fácil de carregar, durável e contendo mapa de sistema de transporte + mapa da cidade toda + mapa da região central com os pontos importantes da cidade (atrações, shoppings, bibliotecas). Veja na loja da Saraiva:


Santo mapinha (e tem das principais cidades do mundo).
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe?pro_id=2021452&ID=BD05F4A37D90712120A170039 

- Uma bolsa transversal confortável (ou mochila, se preferir) que combine com todas as suas roupas, e que seja bem compartimentalizada para carregar com segurança, guardar e localizar facilmente todas as milhares de coisas que vai carregar consigo em suas andaças (carteira, cartão do metrô, caderninho de anotações das aulas, necessaire, garrafinha de água, etc, etc, etc) . Pelamordedeus, mulherada, elejam uma para levar e tentem deixar sua bagagem e suas escolhas do dia-a-dia mais leves. O pessoal lá é desencanado e ninguém vai reparar na beleza e variedade de bolsas maravilhosas que vc tem.

- Falando em bolsa, leve uma bolsa de mão vazia na mala, para acomodar na volta as coisinhas que você vai acabar comprando por lá (os presentinhos/souvenirs, pashminas, livros, coisinhas e mais o que o seu bolso deixar).
  
Ainda volto depois para completar esse post. Inté.

Ensaio sobre uma decisão de viagem para estudar inglês no exterior.
quarta-feira, novembro 23 2011 - 12:44

Decisão 1 - Fazer um curso de inglês em uma escola no exterior.
O que parece ser uma decisão simples se torna uma verdadeira via sacra cheia de dúvidas (ainda mais sendo eu legítima libriana) e muita expectativa até tudo ficar resolvido - mas acredite, se resolve. Esse blog tem a intenção de traçar roteiro de pelo menos parte da minha via sacra para que ela sirva de referência para que a sua seja menos espinhosa! Afinal, information is power!

Decisão 2 - Qual agência de intercâmbio escolher.
No começo, nos perdemos entre tantas brochuras, informações e comparações. Depois de muito andar, navegar pelos sites e conversar com agentes de intercâmbio dos STBs, CIs e Experimentos da vida, percebe-se que todos oferecem praticamente o mesmo produto. São quase sempre as mesmas escolas, tipos de acomodações, companhias aéreas e seguros saúde. As empresas de intercâmbio são na verdade apenas intermediários dos serviços e isso fica bem claro quando assinamos o longo contrato, que, eheheh, isenta beeeeem a agência de maiores responsabilidades caso brote algum pepino gigante mutante para descascar. Mas ainda sim, cumprem um bom papel nos auxiliando em nossas dúvidas cruéis e processos da viagem. Li e ouvi em minhas buscas de referências, relatos de em alguns casos, grandes problemas e outros de total satisfação por parte dos estudantes com as três agências. Concluo que as três empresas são igualmente boas, e que cabe ao estudante decidir pela qual teve o vendedor mais comprometido com as suas necessidades e que ofereceu maior atenção e disposição em ajudar o esclarecimento das tantas terríveis dúvidas. Os preços não são diferentes e se tiver que dar algo errado, será essa disposição pessoal do atendente da empresa escolhida que fará a diferença entre o céu e o inferno.
Li também sobre pessoas que fizeram todos os contatos diretamente com as companhias aéreas, escolas e acomodações.
Eu trabalhei em regime parcial. A passagem comprei eu mesma separado (acho que a agência perde bastante quando optamos por isso, pois essa parte do meu discurso não era recebido com muito entusiasmo pelos agentes de intercâmbio, mas não há nada que possam fazer, certo? A decisão é sua). Para a escola lááááááááá no Canadá (graças a Deus existe o Skype) , liguei diretamente para conferir preços e condições e vi que no meu caso, que tinha optado também pela opção de acomodação em casa de família, o melhor a fazer seria utilizar mesmo o intermédio da agência daqui. E sim, a escola, o seguro saúde e a acomodação ficaram por conta da agência. Ah! Euzinha fui pela CI, que foi escolhida por ser loja franqueada de um ex-colega de trabalho (CI de São Carlos, olha o merchan aí...). Tive toda atenção e deu tuuuudo deu muito certo. Valeu Roberto, thank you!

Decisão 3 - Quanto tempo e pra onde ir dentro das "possibilidades possíveis".
A princípio ia passar um mês fora, o que minha condição de mulher casada, diretora de arte registrada em carteira e assalariada, com marido, casa e dois gatos para cuidar permitiria. De preferência no verão, em agosto ou setembro, com temperaturas amenas e próximas do que estamos acostumados aqui nos nossos trópicos escaldantes, para não sentir muito a diferença do clima e não ter acessos de rinite ou sinusite alérgica, que em meu caso, são meio crônicas e em meus pensamentos seriam potencializadas por agentes climáticos extremos tipo temperaturas de 15 graus celsius abaixo de zero.
Comecei pensando pequeno, pequeno. Talvez uma cidadezinha nos EUA, bem tranquila para me inserir na comunidade, ser mais fácil socializar e me comunicar com meu inglês intermediário. Depois, enxerguei todas as potencialidades que uma viagem dessa poderia oferecer e comecei a pensar “mais maior”. Mudei o foco para Nova York, que apesar de ser o destino mais caro dos USA para fazer curso de inglês, seria a cidade onde poderia juntar em uma só tacada o estudo e tudo que a capital da América tem a oferecer em termos de arte, cultura e lições em marketing e comunicação.
PS: Depois da experiência vivida, vi que fazer curso de inglês em NY seria uma verdadeira tortura. Ficar fechada em uma sala de aula com a Big Apple pulsando loucamente lá fora me exigiria um esforço sobre-humano para concluir minhas horinhas-aula combinadas e previamente muito bem pagas em câmbio flutuante. Minha singela opinião agora diz que escolher NY para fazer curso de inglês é meio que um teste militar de auto-controle. NY é para andar, conhecer, ver e sentir. Se insistir em ir com o forte intuito de ESTUDAR INGLÊS solamente, saiba que seu foco vai ficar beeeeeeeem ofuscado. A cidade chama. De verdade. Depois não que diga que naum avisei!
Amigos diziam que um mês seria pouco, que passaria muito rápido e quando começasse a me acostumar com a nova língua, puft! ia já ser hora de dar meia volta. Resolvi então pensar “muito mais maior” ainda e tentar DOIS meses, apesar de minha condição de mulher casada, diretora de arte registrada em carteira e assalariada, com marido, casa e dois gatos para cuidar. O roteiro então se alterou e considerou o Canadá como destino, pois os preços lá, por dois meses de curso e acomodação não ficariam tão muuuuuuuito além do que tinha planejado gastar em um mês em NY (mas é claro que um mês a mais fora do Brasil custa + dinheiro). Me disseram também que a vivência da língua estrangeira e a convivência com as pessoas no Canadá seria muito mais “friendly”, amigável. E foi mesmo, fiquei impressionada com a educação e receptividade das pessoas. No fim das contas, fiquei com o melhor dos dois mundos. Decidi ficar seis semanas no Canadá e duas em NY. Ia estudar as primeiras 6 semanas em Toronto e depois fazer mais duas de curso em NY. No fim, esse esquema mudou um pouco e depois eu conto como ficou. Mas, apesar de toooooodo o trabalho e stress que essa escolha de múltiplos destinos, retirada dupla de vistos, mais tudo duplo para resolver, digo que valeu mesmo a pena, e foram DOIS MESES MARAVILHOSOS cheios de experiências para guardar para toda a vida, para sempre.
No Canadá, escolhi a cidade de Toronto pela proximidade de Nova York e pelo perfil da cidade. É considerada a “São Paulo” canadense em termos culturais e econômicos. É também uma cidade de imigrantes, multicultural, lotada de gente do mundo inteiro - sim, muuuuuitos brasileiros estão lá também, inclusive dentro das salas de aula, ao seu lado. E ao contrário de Nova York, que é uma LOUCURA (lá nos sentimos em alguns momentos perdidos-soltos-abandonados no meio de uma manada de bisões, e o pior é que a gente ADORA e quer voltar), Toronto é calma, organizada, dona de um trânsito de primeiríssimo mundo (claro, pois é uma cidade de primeiro mundo) e com um povo solícito e amigável para dar uma mãozinha a uma estrangeira perdida sempre que for preciso. Uma atitude de uma canadense marca esse nível de cuidado e percepção para com o outro. Estava eu sentada no metrô, ajeitando um bendito dum sapato que estava me matando, com meu calcanharzinho todo “embolhado”, quando do nada, uma moça sensibilizada com esse triste quadro, me estende um band-aid. Assim me oferecendo gentilmente uma santa ajuda, a dona desse gesto ganhou meu coraçãozinho para sempre. E haja Thank you very much! Ah, e obedeça, pelamordedeus, aos avisos de usar os seus sapatos maaaaaaaaais confortáveis do mundo nessas viagens, para naum pagar mico de ter que ir à farmácia comprar bandagens e sprayzinhos antisépticos e perder pique de passeio por culpa de pezinhos estourados.

Vou parando por aqui e logo volto para falar de homestay. See you!

Intercâmbio em Toronto nos meses de Agosto e Setembro - Dicas
sexta-feira, novembro 04 2011 - 01:09

Aí vão uns toques que eu gostaria que alguém tivesse me dado:

- Não perca o seu tempo em atualizar os amigos daqui de como estão as coisas lá. Esqueça o facebook e os e-mails. Centralize as noticias básicas em alguém que vai te fazer o favor de atualizar os outros eqto estiver fora. Aproveite o seu tempo ao maximo para viver e absorver tuuuuuuuudo que puder. Avise aos amigos que na volta vc conta tuuuuuuudo. Saia pras ruas, ande, ande, ande, descanse e volte a andar. A cabeça não para de fazer associações qdo vemos um mundo tão diferente do nosso. Faca um diário, escrito, falado ou gravado, pra não esquecer o monte de coisas que vai passar pela sua cabeça. APROVEITE cada segundo LÁ, é um desperdício ficar ligada no Brasil, os amigos vão entender. Qdo chegar, aí faça uma festa e então divida toda a experiência que acabou de ganhar.

- APROVEITE, mas atenção, a temperatura entre manha, tarde, noite oscila bastante. Nos primeiros dias fiquei deslumbrada, não queria perder tempo nem pra parar e comer, saia cedo e voltava bem de noite, pq o dia lá nesse período fica ensolarado ate tarde. Fiquei ate feliz que estava perdendo uns quilinhos, tolinha... Resultado, minha resistência baixou e peguei uma infecção de garganta. Uma m...! Coma bem, procure se informar sobre a previsão do tempo para o dia, se agasalhe em camadas para sair de casa, leve uma bolsa transversal confortável, um sapato já surrado, uma sombrinha forte pq a chuva vem de uma vez e sem avisar e APROVEITE.

- Procure por comida parecida com a nossa pro organismo não sentir tanto: procure restaurante grego, ou oriental (indiano tbem vale) pra não ficar comendo porcaria o tempo todo e fazer o corpo sentir e não te permitir acompanhar a cabeça que não vai querer parar um minuto.

- Não tive nenhum problema com segurança e me sentia tranquila demais o tempo todo, mas uma amiga fotografa disse ter tido uma câmera roubada nem momento de distração. Não custa ficar atenta.

Teria mais coisa, mas acho que esses são básicos, vá com Deus, tranqüilo e curta cada milésimo de segundo.

Esqueça o telefone, use o Skype!!!
sexta-feira, novembro 04 2011 - 01:07

(Post atualizado em 2011 - algumas coisas mudaram, mas a dica ainda vale) Na busca de informações mundo afora, a internet é O bálsamo dos viajantes loucos por informações. E se além de ler, ver vídeos e conversar com as pessoas via blogs, comunidades, MSN, etc, etc, etc, você pudesse fazer ligações internacionais direto para o ponto desejado por até 400 minutos ao mês a um custo de R$ 33,00? Parece texto de Shoptime, né? Ok, péssimo, concordo, e para muita gente, o Skype não é nenhuma novidade. Não estou ganhando nada para divulgar isso, e falo aqui porque para mim foi realmente uma ferramenta muito útil e econômica para falar com outros países quando precisei me certificar das coisas junto às escolas de inglês, hotéis, e SuperShuttles da vida, e de lá, para me comunicar com o Brasil. Então vamos a informação e chega de tentar ser engraçadinha.

O Skype, assim como o Messenger é um comunicador que permite a gente falar a vontade com quem tem o mesmo programa instalado do lado de lá. Se quiser falar com telefones fixos, pode-se também fazer isso, direto do seu microfoninho, adquirindo créditos Skype para isso. Mas tem também uma espécie de assinatura mensal que salvou minha lavoura quando eu estava fazendo minhas pesquisas para viajar e quando de lá, depois, precisava falar com minha mãe que não tinha a menor intimidade com computadores e comunicadores instantâneos.

Para usar esse sistema compre primeiro um headset (fone de ouvido + microfones, custa uns R$ 10,00), instale como periférico no seu computador e faça o download do programa Skype no site http://www.skype.com/. Instale, faça sua inscrição no serviço, fuce bastante e aprenda a usar o dito-cujo direito, ele se parece muito com o MSN, mas dá um certo trabalhinho configurar direito o sistema de som do micro com ele. Mas esse esforço, na minha opinião, vale a pena. Depois, volte ao site, faça o seu login com a senha cadastrada por vc para começar a usar o programa e procure o link sobre assinaturas. Existem 3 tipos de assinaturas, que vc escolhe e paga com cartão de crédito. Eu escolhi a Mundo 400, com a qual poderia fazer 400 minutos de chamadas por mês para telefones fixos no Brasil e para mais 40 países. Nunca tive problemas. (Isso foi em 2008, hoje eles oferecem outros tipos de assinatura, mas ainda sim vale a pena conferir) 

No Canadá e nos EUA, fazia as chamadas direto de meu laptop, comprado por lá, usando a internet da homestay. Em viagem realizada em 2009 para a Europa, facilmente encontrava Lan Houses na França e Itália, de onde podia falar tranquilamente com minha família em seus telefones fixos com ótima qualidade. Mas um aviso, usando de casa, fica difícil falar bem se você não tiver uma conexão rápida de internet. No Brasil, como muita gente tem internet discada, o resultado pode ser insatisfatório em termos de qualidade de ligação.

Esse é tal do sistema VOIP e existem vários outros oferecidos por outras empresas por aí. Mas não sei se são melhores ou não. Uso o Skype até hoje, desde 2008 e mantive a assinatura do serviço para continuar em contato com as pessoas que conheci por lá e para fazer interurbanos para o Brasil. Só sei que depois dele, minha conta de telefone nunca mais foi a mesma.

Informe-se sobre o lugar onde vai ficar, antes de ir
domingo, janeiro 23 2011 - 10:09
PROGRAME-SE, e essa dica, que parece boba, eu acredito que valha seja para Nova York, Toronto, Paris ou Pindamonhagaba. 


Linda vista de Manhattan By Juliana.
Por área é a melhor maneira de organizar os passeios e perder menos tempo nos vai e vem pela cidade. Faça isso, defina seus principais pontos de interesse e se organize dia-a-dia onde vai estar. Vale até fazer programação no Excell, dia após dia.
Parece "doidera"? Assim aproveita-se o máximo o tempo precioso que se tem para explorar um lugar que tem milhares de coisas para ver. No caso de NY, nos mapas vistos daqui, verdadeiros tabuleiros bem organizados, parece ser fácil e rápido andar pela ilha, mas Manhattan é E-N-O-R-M-E e as vezes possui uns quarteirões que parecem simplemente nunca mais acabar.

Claro que você pode escolher ir para uma lugar desses sem se informar, ou planejar nada nesse sentido, se quiser. Mas acho eu que só faria isso se tivesse grana pra ir até o lugar todos os anos da minha vida. Então, se essa é uma oportunidade rara de viver para você, compre um bom guia (os da Folha são ótimos), converse com quem já foi, estabeleça seus pontos de interesse e vá atrás deles. A viagem valerá muito mais. Claro que deixar um dia para sair sem destino também é uma ótima idéia, mas se todos os dias forem levados assim, a viagem pode se tornar um desastre.
Informar-se sobre os lugares, entender um pouco de sua história dá um outro sabor ao que se está vendo. Por isso que dizem que viagem é cultura. Mas é vc a pessoa responsável por fazer isso verdade ou não.

Matéria Revista Viagem sobre intercâmbio
sexta-feira, maio 21 2010 - 10:07

Sou assinante da Revista Viagem e recebi no mês passado o número de Abril/2010 contendo uma ótima matéria sobre “Estudar no Exterior”. Como muita gente cai aqui quando busca sobre o assunto no Google, trago essa matéria como boa referência de informação sobre o assunto, complementando minhas informações pessoais do blog. O texto é de Eduardo Burckhardt e Ingrid Cristina dos Santos e no fim do post vc encontra as referências de publicação.

"Está a fim de dar um upgrade na sua carreira? Deseja fazer o colegial no exterior? Quer jogar tudo para o alto e tirar um ano sabático? Aposentou-se e quer dar uma chacoalhada na rotina? Um curso longe do Brasil pode ser a resposta que você procurava. Mas para onde ir? Quanto dinheiro levar? E quanto tempo ficar? Calma. Deixa a VT te ajudar.

Decidi estudar no exterior. Por onde começo?
Antes de sair correndo para uma operadora especializada, é bom pesquisar. Os especialistas das boas agências costumam ser experts no tema e certamente vão auxiliá-lo. No entanto, ter pelo menos uma ideia do país em que gostaria de estudar, do tempo disponível e da sua verba para a empreitada vai ajudá-lo na hora de selecionar o programa ideal. Vale também escarafunchar os blogs de pessoas que já passaram um tempo lá fora e conversar com amigos que viveram essa experiência. Além de ajudar a concretizar o projeto, essa pesquisa prévia pode contribuir para riscar de sua lista aqueles países e cursos que não servem para o objetivo primordial - o que já poupa um bom tempo e evita expectativas frustradas.A grana está curtíssima?Talvez
Londres não seja uma boa ideia. Odeia frio? Canadá no inverno - no Hemisfério Norte, fique claro - nem pensar. Não quer ver vivalma brasileira durante a viagem? Evite embarcar em janeiro, fevereiro e julho, os meses preferidos dos brazucas. Não sabe o que significa "the book is on the table"? Que tal fazer um curso intensivo no Brasil e adiar seus planos de estudo no exterior para o ano que vem? Tem pânico extremo de viagens longas de avião? Pois é, a Austrália está do outro lado do mundo, logo...

É bom ter alguma noção do idioma ou posso ir sem saber falar nada?
Nada impede que alguém que entende um pouco mais que o básico parta direto para uma experiência no exterior - a maioria das escolas, aliás, aceita iniciantes. "Mas o aluno que já tem alguma base no idioma aproveita melhor o curso e tem rendimento maior nos estudos", diz Eduardo Heidemann, diretor da agência de intercâmbio Travelmate.Ter conhecimento prévio da língua permite que o aprendizado não se restrinja apenas às paredes da escola. Comunicar-se com estudantes de diferentes nacionalidades e com nativos, além de aprender com as tarefas corriqueiras do dia a dia no país estrangeiro, entre elas ir ao supermercado, comprar ingressos para shows ou ler o jornal local, melhora a fluência no idioma tanto quanto as aulas do curso e tornam a experiência bem mais interessante.

Quanto tempo devo ficar para falar uma nova língua de forma fluente?
Depende principalmente do nível em que você se encontra no idioma escolhido. Mas também conta muito o esforço do aluno durante o curso e sua aptidão natural para aprender novas línguas. Na média, alguém que tem o nível inicial demora de nove meses a um ano para conseguir falar bem o idioma. Para quem está no nível intermediário, seis meses é um prazo recomendável para o curso.Caso você já tenha alcançado o grau avançado no Brasil, três meses costumam ser suficientes para garantir a fluência.

Tem uma idade mínima para estudar fora?
A maioria das escolas de idiomas aceita alunos só a partir dos 16 anos, mas há alguns programas para estudantes abaixo dessa faixa etária

Desde os 7 anos
Programa Intercâmbio Teen
O que é - Durante quatro semanas, a criança faz um curso de idiomas na Suíça, na
Inglaterra ou na Espanha. Ela viaja sozinha e, ao chegar ao destino, é acompanhada por um tutor
Quanto custa - Desde US$ 3 800
Quem leva - CI (11/3677-3609,
ci.com.br)

Desde os 11 anos
Programa – Village
O que é - Uma turma de quatro a seis crianças passa 28 dias em acampamento de um dos 60 países ligados à organização mundial Children's International Summer Villages (CISV), sempre acompanhada de um monitor
Quanto custa - Desde US$ 1 100
Quem leva - Cisv (11/4786-1236,
br.cisv.org)

De 12 a 17 anos
Programa Young
O que é - É um curso de férias de duas a três semanas na Inglaterra, nos
Estados Unidos, no Canadá ou na França. O estudante tem aula de línguas pela manhã e, à tarde, há passeios
Quanto custa - Desde US$ 3 100
Quem leva - STB (11/3038-1500,
stb.com.br)

Sou aposentado. Não vou me sentir deslocado na turma?
Pode acontecer. Nas turmas em que a moçada ocupa grande parte das cadeiras, você pode se sentir um estranho no ninho caso não esteja disposto a interagir com eles. Se esse é o seu caso, vale optar pelos programas específicos para a maturidade. Muitos combinam o aprendizado do idioma com outras atividades, como aulas de história da arte, cultura, enologia ou gastronomia. "Esse público geralmente não sofre com a pressão de ter que aprender ou melhorar o idioma em um curto espaço de tempo. Por isso, prefere as modalidades que conciliam aprendizado com lazer", diz Tereza Fulfaro, diretora educacional da CI, operadora especialista em intercâmbio.

É melhor estudar na capital ou em cidade do interior?
Esse é um dos grandes dilemas. No interior, conta o contato com nativos e com a cultura local - o que permite melhor rendimento no aprendizado do idioma. Nas capitais, mais atividades e opções de lazer. Em geral, para estadias longas, de alguns meses, o ideal é ficar em cidade pequena, mas que seja próxima a um grande centro, para onde você possa viajar nos fins de semana. Já em estadias curtas, de até um mês, o melhor mesmo é ficar numa cidade grande, como
Nova York ou Londres (foto), pois não haverá muito tempo para viagens a outros lugares.

Quais são os países mais procurados por brasileiros?
CANADÁ Uma ótima relação custo/ benefício. Tem paisagens e atividades perfeitas para quem curte a vida ao ar livre, além de oferecer muita coisa para fazer em cidades como
Vancouver, Toronto, Montreal ou Quebec. O país, no entanto, tem um inverno tenebroso e o visto de estudante para cursos de até seis meses não permite trabalhar.

ESTADOS UNIDOS Reinam entre os preferidos dos brasileiros pela tradição, infraestrutura e possibilidade de aprender com os melhores. Porém, apesar da queda do dólar, os preços ainda podem ser altos. Além disso, tem gente que acha difícil lidar com o segregacionismo por parte dos americanos. Se é o seu caso, pense em outras alternativas.

INGLATERRA Tem um sistema de ensino com ótimas escolas, não só na capital como em outras cidades. No entanto, é um dos lugares mais caros do mundo, o que pode ser impedimento para quem tem um orçamento apertado. Por outro lado, Londres é a metrópole mais cosmopolita do planeta: paraíso para quem gosta de arte e cultura.

AUSTRÁLIA É um destino indicado para jovens que desejam passar um longo período no exterior. O cenário, que mescla praias, desertos, florestas tropicais, neve, sol, surfe e baladas, cai como uma luva para a moçada. Além disso, o país permite trabalhar legalmente por até 20 horas semanais durante as aulas ou em tempo integral nas férias.

Não devem ser desprezados países como África do Sul, Espanha e França. A Irlanda também vem despontando. Seus programas de trabalho permitem conciliar estudos com afazeres que vão ajudar a pagar as contas durante o período. Além disso, a proximidade com outros países da Europa torna mais fácil mochilar pelo continente.

Como escolher o país ideal?
Os especialistas em cursos no exterior recomendam que se observem cinco pontos nessa seleção: seu estilo (aventureiro, descolado, executivo); o objetivo da viagem (apenas estudo, diversão, estudo e trabalho); o clima local; o orçamento; e o tempo que deseja passar fora. É difícil encontrar um lugar que alcance 100% de contentamento em todos os tópicos, mas a maior média entre eles pode indicar aquele que mais se aproxima do ideal para cada pessoa. "É uma decisão muito particular", diz Santuza Paolucci Nogueira Bicalho, diretora executiva do STB, operadora especialista no assunto. "Mas, às vezes, na primeira conversa com a pessoa conseguimos identificar quais os melhores países para ela e aqueles que não dariam certo de maneira alguma."

No caso de uma graduação, o diploma vai valer no Brasil?


O certificado oficial obtido em outro país não é reconhecido pelo Ministério da Educação, ou seja, não é válido no Brasil.Para poder exercer a profissão, é necessário validálo por meio de uma universidade pública brasileira.Cada instituição tem autonomia para decidir se valida ou não, e a maioria delas exige que a pessoa cumpra mais alguns créditos para adaptar o currículo. Para quem vai cursar somente parte da graduação em outro país, é importante observar antes se os créditos que se pretende cursar fora serão validados pela sua universidade no Brasil e vice-versa. Pode haver maior dificuldade de equiparação de alguns cursos, como direito, medicina e odontologia.

Ouvi dizer que alguns estudantes fazem bicos nos horários de folga para ganhar dinheiro extra. Isso é legal?
Em muitos países, o visto de estudante não permite que se trabalhe. "Quem arrisca trabalhar ilegalmente corre o risco de ser deportado, situação que é muito constrangedora, pois não há chance sequer de voltar para casa pra pegar a bagagem", explica Alexandra Apollaro, coordenadora de intercâmbio da Cultural Adventure. E o pior: a detenção pode inviabilizar as chances de se conseguir novamente um visto para aquele país. É o caso dos Estados Unidos, onde somente alunos de graduação podem trabalhar e, ainda assim, apenas dentro do campus universitário.

Conviver com um amigo brasileiro atrasa a vida durante o curso? 


Com relação ao aprendizado do idioma, sim. Principalmente se o seu curso for de curta duração. Nesse caso, você deve aproveitar ao máximo para falar a língua nativa do país. Com um amigo brasileiro a tiracolo, por mais que vocês se policiem para não falar o português, em algum momento vão se cansar dessa história de conversar - e ter de pensar - no idioma local e soltarão o verbo na língua-mãe.

Quanto dinheiro preciso levar? 


Há cidades com custo de vida mais alto, caso de Nova York e Londres. As mais turísticas, como
Madri e Paris, também tendem a ter mais atrações culturais e passeios. Seria um desperdício não aproveitá-las numa viagem ao exterior, mas, você sabe, elas não saem de graça.Para quem vai para esses destinos, é necessário encher a carteira além da média recomendada para cada país. Levando em conta que a moradia já está incluída no pacote das operadoras na maioria dos casos, o cálculo mensal aproximado para transporte, alimentação e lazer nos países que mais recebem brasileiros é: US$ 2 000 para os Estados Unidos; US$ 1 500 para o Canadá; US$ 1 400 para a Austrália; US$ 1 400 para a Espanha; US$ 2 000 para a Inglaterra. Os estudantes que vão para o programa de high school têm gasto mensal menor, já que tudo está incluído no pacote. Nesse caso, cerca de US$ 250 cobrem suas necessidades do mês.

Quando devo começar a planejar a viagem? 



  • CURSOS DE IDIOMAS De um a três meses de antecedência
  • HIGH SCHOOL Seis meses a um ano antes da viagem
  • PROGRAMAS DE TRABALHO Pelo menos seis meses antes
  • PÓS-GRADUAÇÃO NO EXTERIOR Um ano antes de embarcar. Se quiser batalhar por uma bolsa, calcule pelo menos seis meses mais

Quais são os tipos de hospedagem mais comuns?
Casa de família
É onde fica a maioria dos estudantes. Esse tipo de hospedagem permite que você entre em contato direto com os hábitos, a cultura e a linguagem coloquial do país. O hóspede torna-se, digamos, parte da família. Se você não gostar da casa em que foi parar, pode pedir para sair. Informe a escola imediatamente, pois a troca dependerá da disponibilidade de outra casa. Também pode estar sujeita a multas de acordo com o contrato que você assinou no Brasil.

Dormitório e residência estudantil
Se você não está a fim de ganhar novos pais e irmãos, tem essas alternativas. Nelas, você divide o mesmo teto com outros estudantes estrangeiros e, em alguns casos, com alunos locais. Os dormitórios - individuais, duplos, triplos ou quádruplos - ficam dentro do campus universitário e podem estar em alas exclusivamente masculinas ou femininas. Os banheiros são compartilhados e, no geral, as refeições são feitas em refeitórios self service. Já as residências estudantis seguem mais o estilo das repúblicas brasileiras. Os alunos moram em quartos individuais ou com mais camas num prédio ou em casas e compartilham áreas comuns, como cozinha, sala e banheiro.

Apartamento ou flat alugado
Para total independência, pense nessa possibilidade. Em alguns países, essa pode ser uma saída barata e interessante.

Quais são os principais problemas de adaptação e como evitá-los?
CLIMA - Saltar de Rio 40 graus para Toronto 10 graus negativos (foto) não é fácil. Você vai aprender que a neve é linda, mesmo, mas começa a perder um pouco de sua beleza quando tem de enfrentá-la todos os dias para ir à escola. Mas nada que um bom casacão e sapatos impermeáveis não resolvam. Depois de um tempo, você até vai se acostumar com o tira e põe de casacos.

ALIMENTAÇÃO - As diferenças também são responsáveis por um baque inicial, especialmente nos Estados Unidos e na Inglaterra. O primeiro é a meca do fast food. Os ingleses também não são mestres da alimentação saudável.Mas não é necessário ir aos extremos. Demora um certo tempo para se acostumar aos temperos, sabores e receitas de outro país - mesmo que seja Itália ou França. Não à toa, muitos intercambistas voltam com alguns quilos a mais.

HORÁRIOS - A vida corre em ritmos diferentes de acordo com o país. Nos Estados Unidos, por exemplo, as famílias costumam jantar cedo, às vezes com o dia claro. Na Inglaterra, os pubs fecham as portas às 23 horas; então, é necessário antecipar a balada. Já na Espanha, a noitada começa a ferver só na madrugada.

Em quais casos pode haver choque de culturas?


Quem opta pela acomodação em casa de família tem, logo de cara, uma aula in loco de diferenças culturais. Os níveis de conforto e de limpeza das casas geralmente não são os mesmos do Brasil. Nas famílias de classe média (a grande maioria que recebe intercambistas) é muito raro ter uma empregada para os afazeres domésticos. É elegante se oferecer para ajudar na arrumação da casa e essencial manter seu quarto em ordem e lavar sua roupa. À mesa os costumes também são outros. Em muitos países, como Inglaterra e França, se preza pelo não desperdício de comida. Nada de mesa farta e sobras que vão para o lixo. Não ligar avisando que decidiu jantar fora com os amigos, por exemplo, é considerado falta grave.

Como essa experiência vai ajudar na minha vida?
Os resultados mais objetivos são, claro, a fluência ou melhora no idioma - um dado extra para tornar seu currículo mais atrativo. No entanto, a experiência colabora para uma mudança interna muito significativa. "Altera nossa visão de mundo e nos ensina a conviver com as diferenças", diz Marina Motta, autora do livro Intercâmbio de A a Z. "Você volta mais flexível, mais preparado para enfrentar as adversidades e craque no jogo de cintura."

Por: Eduardo Burckhardt e Ingrid Cristina dos Santos | Foto: Philip E. Karen Smith/Getty Images

Publicado em 04/2010 na revista Viagem Edição 174 e no site http://viajeaqui.abril.com.br/vt/materias/vt_materia_544948.shtml?page=1

Compras em Nova York
domingo, abril 04 2010 - 12:42

Com certeza um dos principais programas a fazer em New York para boa parte dos brasileiros é consumir. Um frenesi que toma conta da gente no momento em que decidimos ir para lá e entendemos o potencial de consumo que a cidade oferece. Mesmo os mais desligados não conseguem deixar a cidade imunes a essa tentação. Para todos os bolsos e desejos, a cidade oferece de tudo. É só se informar antes e ir aos lugares certos alinhados com suas economias e limites de cartão de crédito.

Seguem alguns lugares em que fui e que valem a pena ser citados. Diríamos que meus valores são buscar produtos de qualidade, duráveis e a bons preços, que caibam no meu orçamento de publicitária. Tipo, aproveitar pra comprar um Tablet que custa no Brasil R$500,00, por U$100,00, uma bolsa Kipling que custa no Brasil R$380,00 por U$40,00 ou uma calça Levis que custa no Brasil R$150,00 por U$20,00. No caso das roupas e bolsas, esses são preços de Outlet, ou seja, lojas da própria marca que vendem produtos de coleções passadas e refugos por preços inacreditáveis. Nada de supermarcas luxuosas e produtos ostensivos, que não são meu perfil de consumo.


Eletrônicos e fotografia

Não compre eletrônicos nas lojinhas próximas a Times Square, mesmo que pareça vantajoso. Vá em algumas das grandes lojas da cidade, tradicionais e seguras quanto a procedência e qualidade dos produtos: BH, J&R ou Best Buys da vida.

B&H Shop - www.bhphotovideo.com
420, 9th Avenue x West 33th Street - Midtown West side.

Uma loja e-n-o-r-m-e que tem de tudo para fotografia. A perdição total e completa dos fotógrafos. Tem também eletrônicos: notebook, filmadoras, produtos Apple... É uma loja que encanta pela organização e logística. Vc efetua a compra com os vendedores superespecializados, (diga que é brasileiro que virá um atendente te atender em português), eles fazem seu cadastro e colocam seu(s) produto(s) em uma esteira que passa pelos andares da loja até chegarem na área de caixa e entrega. Primeiro vc paga no caixa e depois passa e retira sua compra. Não se assuste com o sistema de segurança, que exige sacolas entregues no guarda-volumes na entrada e em alguns casos fiscalização na saída. Com o volume de pessoas que entram e saem todos os dias de lá isso é mais que justificável. Mas o sistema deles com certeza é o mais a prova de roubo que vi nas lojas em que entrei na cidade. E verifique no site os horários de funcionamento da loja para não perder pernada. Dirigidos por judeus, em algumas datas não funciona e fica fechado aos sábados - http://www.bhphotovideo.com/find/HelpCenter/HoursOfOperation.jsp.

Nos pontos de atendimento a turistas espalhados por Manhattan há uns cards que oferecem brindes se apresentados junto do comprovante de compra na saída. Da primeira vez, quando fui em setembro, foi uma sacolinha bem simples, mas da segunda, quando fui no Natal, ganhei uma excelente bolsa para câmera.


J&R
- http://www.jr.com
23 Park Row, New York, NY 10038

Tão completa quanto a BH, oferece ainda outras linhas de produtos, como produtos para casa e instrumentos musicais. Ocupa um quarteirão inteiro e para cada especilidade de produto há uma entrada separada, como se fossem várias lojas em uma só. É bem menos organizada que a BH e os atendentes não são tão técnicos. O sistema de segurança, principalmente na saída, quando pode acontecer de eles pedirem para checar suas sacolas X notas de compra pode irritar os brasileiros mais esquentadinhos. Mas relaxe, apresente seus comprovantes e vá em frente.

Assim como na BH, você também encontra nos pontos de atendimento a turistas uns cards que, no caso dessa loja, oferecem descontos se apresentados junto do comprovante de compra. E tem também um jornalzinho de ofertas na própria loja, que vale a pena dar uma olhada.


Bestbuy - http://www.bestbuy.com/
Alguns endereços em Manhattan:

Bdwy N Of Houston NY - 622 Broadway

Union Square NY - 52 E 14th St #64

23rd And 6th NY - 60 W 23rd St

44th And 5th NY - 529 5th Ave

62nd And Broadway NY - 1880 Broadway

Super lojas, estruturadas de maneira bem comercial, onde a experiência de compra é menos tensa e mais divertida que na J&R e B&H. Mas os vendedores não serão de grande ajuda quando a dúvida for técnica.

Em muitos casos encontram-se os mesmos produtos nas três lojas. Normalmente os preços não diferem muito, mas vale a pena dar uma busca nos sites antes de sair do Brasil para checar em qual está mais barato comprar, além claro, de poder chegar lá e estar acontecendo alguma promoção que não conste online.

Logo volto para continuar essa lista. Inté.

Um lugarzinho 10 para matar a fome em Nova York
domingo, abril 04 2010 - 12:32

Mercado Amish - Na 9ª Avenida, entre a 49 e 50 encontramos um lugarzinho que facilitou muito nossas vidas no que se refere a refeições decentes a preços acessíveis. Tem produtos importados, naturais, integrais, muitos alinhados com a cultura amish, mas vários industrializados também. Tipo um armazém, que vende de tudo e que oferece, escondidinho, entrando a esquerda da loja um sistema self-service por kilo onde encontramos saladinhas, arroz, legumes, carnes e sopas. É muito simples, saudável, com uma mesa pequena onde todos se acomodam quase que como em um refeitório de escola, mas a comida é boa, parecida com a nossa, e para quem ficar cansado de tanto fastfood e preços estratosféricos é uma boa pedida. Pode-se levar pra viagem também. Sempre fizemos as refeições à noite, não sei se oferecem almoço. Mas fecha cedo, umas 22h30. Vale a dica.

Dicas mil de Nova York
domingo, fevereiro 07 2010 - 06:21

Além dos guias e páginas web consultadas, é conversando com as pessoas online e offline que pude obter dicas realmente preciosas e traçar melhor o roteiro de viagem. Vou inserir aqui, em um post que vai ficar muito imenso de grande, dicas dadas gentilmente por pessoas especiais, com base em um roteiro cheio de personalidade e muito bem organizado pela Josiane Meirelles Malusá, e complementado por conversas que tive com a Karin Rossi, a Marília Blanco, o Rodrigo Gianello, a Raquel Iara e a Renata Veit. 
É isso aí, crédito para todo mundo, e thank you all very much! Não fui a todos os lugares sugeridos, claro, mas as dicas checadas valeram muuuuito. Primeiro lê-se as indicações dos amigos, e marcadas com azul seguem minhas complementações.

Nova York área por área, com algumas poucas das milhares de coisas que há lá.

Downtown
O que há lá?
Brooklyn Bridge
ponte em si é algo monumental – LINDA!
Vc pode sair da boca do metrô, na estação da ponte, em frente ao City Hall Park, onde poderá admirar 360° da mais bela arquitetura clássica americana, pois estará ao lado do prédio da Corte Americana, mais conhecido como Tribunal de Twid (construtor do prédio e primeiro indivíduo a ser condenado nele - por ter desviado parte do dinheiro destinado a construção da mesma); Woolworth Building ou prédio do comércio (o pai das lojas de departamento) e a Praça do Povo, onde a chama de 5 lamparinas a gás (que representam as 5 ilhas/distritos que formam NY) nunca se apagam.
Daí são 2 quadras grandes para caminhar descendo em direção ao Marco Zero e antes entrar na Capela de St. Paul (1766) – local de apoio às famílias das vítimas no 11 de Setembro no WTC.
A Ponte do Brooklyn é símbolo inconfundível de Nova York. Vá para tirar uma bela foto de lembrança e tome cuidado para não fazer como eu e meu marido fizemos, de deixar passar a estação do metrô certa, ainda dentro de Manhattan e descer lá do outro lado, ehehe, sendo forçados a atravessar a ponte inteirinha para voltar, a não ser que seja esse mesmo o seu objetivo. Mesmo assim, valeram as fotos, a bela vista da ilha e a sensação louca de olhar para baixo e ver por sob as tábuas aquele trânsito maluco fluindo embaixo da gente.

Civic Center
O Ground Zero, um dos momentos mais tocantes da viagem, pois a energia de VIDA X MORTE é tangível. IMPERDÍVEL, mas não precisa alocar muito tempo para esta visita - a entrada no memorial que está no subterrâneo (junto com linhas de metrô) é franca. (...)
Não vimos essa entrada franca, e entramos pela entrada superior, pagando ingresso. Como a Josi, falou, é realmente tocante passar por ali. Impressiona a área do espaço destruído, que está todo cercado – o que não deixa a gente ver muita coisa. É como uma chaga aberta e parece que as pessoas se calam mais por aqueles arredores. Parece que as bandeiras americanas, visíveis ostensivamente por toda Manhattan, símbolo claro do patriotismo desse povo, se multiplicam por ali. Procure com um pouco mais de atenção. No mesmo quarteirão do memorial, tem uma loja do Burguer King, onde a gente parou para fazer um lanche. Surpresa nossa foi subir no primeiro andar da lanchonete e ver de cima totalmente a área destruída, um desastre mesmo e a quantidade enorme de homens trabalhando naquele “buraco” desolador. Esse lugar faz a gente pensar muito, pro bem e pro mal.

Century 21 – uma loja de departamentos que é um outlet - http://www.c21stores.com 
Se quiser incluir compra que valha a pena neste lado da cidade, visite a Century 21 - vc vê ela a esquerda do Ground Zero - é uma mega loja de departamentos e lá vc encontra TUDO, inclusive os lençóis de algodão egípcio 400 fios por 30-40 dólares. Uma perdição que vale a pena, pois aqui custam por volta de R$600,00 os de 200 fios - não dá para se arrepender de um pesinho a mais na mala. Tudo original. Vale a pena comprar tênis ou botinas da Timberland e todas as marcas no setor de calçados em liquidação. O setor das botas femininas é de tirar o fôlego.
Programe-se para visitar os lugares em NY por área, e no dia que for ao Marco Zero, reserve um tempo bom para passar no Century 21 e comprar. É, depois de todo climão que o Marco Zero faz a gente sentir, a melhor coisa a fazer é esquecer aquela tristeza toda e dar vazão aos seus impulsos consumistas. Funciona 7 dias por semana, e verifique os horários, que mudam aos sábados e domingos. Nessa loja, os produtos são realmente MUITO baratos em relação ao que gente paga por aqui, e ao contrário das lojinhas de Chinatown, são originais. Os produtos de griffe são geralmente de coleções antigas, mas eu não tenha nada contra isso, e você? Quando a Josi diz que tem de tudo, tem de tudo mesmo, são 5 andares de produtos diversos, roupas, acessórios, bolsas, carteiras, calçados, produtos para casa, etc, etc, etc. Esse talvez seja, dentro de Manhattan, o melhor lugar para comprar bons produtos a preços de outlet. E não se impressione pelas fotos do site, pegaram os melhores ângulos, eheheh, por que lá dentro o espaço é bem muvucado e o clima é de sacolaço.

South Street Seaport - Píer 17
• Ao lado da ponte do Brooklyn fica o Píer 17, uma galeria com três andares cheia de lojinhas de souvenirs e algumas marcas como a Victoria's Secrets (mais uma entre as dezenas encontradas em Manhattan), Gap e Foot Locker, além de restaurantes.
Lugarzinho charmoso, é muito interessante pela vista que oferece da ponte do Brooklyn, do Seaport e dos prédios de Manhattam a partir do terraço da galeria.  Fomos à tarde, já quase noite, mas deve ser muito bom também durante o dia. Fiz boas fotos noturnas dali. Haviam várias estudantes de arte sentadas no chão do terceiro piso, com lápis e giz pastéis fazendo desenhos da vista. Na área toda, fica na verdade uma série de pequenas atrações que valem muito o passeio. Tem um centro de informações ao turista - a Pilothouse - instalada numa cabine de comando antiga de navio e um museu, o South Street Seaport Museum - mas esse só para os aficionados no assunto, onde não tive interesse em entrar. Pegue na Pilothouse os cuponzinhos de descontos, inclusive para ver uma esposição que está ali bem perto instalada, a controvertida "Corpos, a exposição" (Bodies, the Exhibition), que já rodou mundo inteiro expondo o corpo humano de uma maneira literalmente crua. Depois de ver essa esposição, você nunca mais se olhará e perceberá da mesma maneira. Valeu muito!

World Financial Center
• O memorial construído pela American Express para os 11 funcionários que morreram o WTC. É simplesmente lindo. E vc só precisa cruzar a West Street – fica do outro lado do vazio deixado pela implosão do WTC. Lá está a maquete do projeto vencedor que reconstruirá o local do atentado.

Battery Park
• É de onde vc tem uma vista linda da estátua – se o dia estiver aberto. É onde muita gente no domingo pela manhã faz caminhada e aparecem algumas bicicletas muito loucas.


Lower East Side/ East Village
O que há lá?
Chinatown
A Canal Street – para pirar nos artigos chineses como chinelinhos, prendedores de cabelo com strass de todas as cores e modelos, pashiminas de todas as cores e estampas (tipo 3xU$30,00), as bolsas de griffe falsiê (que não se pode dizer que são em nada diferentes das originais e por apenas poucos dólares. Aí, vc será abordada por chinesas que vão sussurrar perto de vc “Vuitton, Gucci, Prada”, siga uma de carinha boa e ela te levará para um fundo de loja onde vc ficará MALUCA com as possibilidades). PECHINCHE muito em todas as lojas, pois vc sempre tem descontos que até parece que eles não sabem o que estão vendendo...
Vá lá bem cedo da manhã, pois vc ficará alucinada. Não compre na primeira loja e vá se enredando dentro de pequenos centros de compras que tem boxes com tudo muito parecido.
Eheheh, é isso mesmo! Para comprar lembrancinhas novaiorquinas para todo mundo, algumas bolsas para uso próprio, tem tudo copiadinho baratinho e bonitinho lá. E se não quiser optar pelo falsiê, a mesma bonita bolsa que você vê lá no quartinho dos fundos se encontra para vender na frente, mas sem a etiquetinha. Preferi assim e trouxe uma bonita bolsinha/mochila de lá. Bolsas originais poderão ser compradas a bom preços também nas promoções dos Outlets. Tem lojas de eletrônicos também, mas nessas não vale a pena entrar pra investir seu rico dinheirinho. Para isso, não se arrisque, tem lojas muito boas e também baratas, como a J&R, a B&H e Bestbuys da vida. 

Little Italy
Muitos restaurantes e os típicos mercados de produtos frescos e italianos.
Tive a sorte de estar em Nova York justamente nas duas últimas semanas de setembro, quando acontece o famoso San Gennaro Festival nas ruas de Little Italy. Vale a pena ir para um almoço ou jantar, é muuuuito bom, cheio de gente e comida muuuuito da boa, tem um outro post aqui com um videozinho mostrando a festa.


Soho 
O que há lá?
• Galerias de arte de gente muito famosa;
• Tudo que é trendy em design de moda e arquitetura;
• Caminhar nas ruas e ver TUDO que está nas vitrines, desde artigos Vintage a coisas super exóticas.
• Nos domingos há brunch no restaurantes – não fui, mas as amigas que foram lá amaram – bom e com preço acessível.
Muito bom mesmo andar por lá e ver a arquitetura típica dos prédios com suas escadas externas de ferro e lojas lindas, mas boas mesmo para só para olhar se não há muito sobrando no bolso, pois são também bem caras. Quem pensa em comprar barato em NY deve focar suas energias consumistas nos outlets. Se esse não for um problema para você, enlouqueça nos showrooms e lojas de estilistas das Ruas Grand, Prince, Thompson e Lafayette.
No Soho também fica uma das lojas da Apple, na 103, Prince St. Esta bem mais tranqüila, sem a muvuca enlouquecedora que é a da quinta avenida, que fica aberta 24 horas. Na loja Apple do Soho impressiona a área dedicada a um auditório, no piso superior, que serve para “catequizar” o usuário Apple, eheheh. E o pior é que todo o espaço ali, desde a própria fachada parece o de um templo mesmo... deixa o Edir Macedo conhecer uma loja Apple dessas. Acontecem diariamente palestras informativas relativas aos produtos Apple e softwares Adobe, de graça (na outra loja acontece também, mas como é muuuuito movimentada, complica um pouco, parecendo realmente que é só mais uma parte do show e você e seu tempo precioso podem se ressentir disso). Das 9:00 da manhã até 8:00 da noite, de hora em hora, são oferecidas “aulas básicas” para iniciantes no contato com os produtos da empresa. Mas para quem comprou qualquer um deles, valem a pena. No site tem uma área para fazer reserva, e se der, faça. Mas se não der tempo de fazer, ainda sim haverá espaço, nessa loja. Acontecem também eventos com profissionais das áreas de cinema, propaganda, arte, e tudo gente grande. Na semana que estive lá, havia acontecido um encontro com o Fernando Meirelles, que estava por aquelas bandas divulgando o filme Ensaio sobre a cegueira. Dê uma olhada na programação antes de ir,
http://www.apple.com/retail/soho/ quem sabe seu diretor de cinema preferido não estará lá dando uma canjinha.

West Village

O que há lá?
• Os PUBs e bares da galera.
• Encontrei um restaurantezinho italiano com uma comida italiana divina chamado Montes - a referência é que ele está rua paralela ao Blue Note - casa de Jazz onde TODOS os maiores artistas deste estilo foram lançados, como Ella Fitzgerald Louis Armstrong, etc. Está a uma quadra para a direita, descendo uma escadinha abaixo do nível da rua no meio da quadra, 
97, MacDougal St - http://www.montestrattorianyc.com/

Tribeca
O que há lá?
Resturantes badalados e tudo e todos que está na moda em MODA.
Midtown

O que há lá?
•  Top of the Rock – recomendo ao cair da tarde para a noite – vc vê NYC em 360 graus – considero imperdível. A base desse prédio é o Rockefeller Center – onde há a famosa pista de patinação no gelo – no Natal é o local da árvore que é acesa em 29 de novembro (é magnífica).

•  St. Patricks Cathedral 5th X 50nd St. – Belíssima, vale a visita pelos vitrais, nave e altar ricamente decorados

• Carnegie Deli,  854, 7th X 55th - IMPERDÍVEL – o melhor cheesecake de NYC, além de ser o maior. Tudo lá é grande. Se quiser jantar, peça o American Cheese Omelet – 2 pessoas comem fartamente um prato – é gigante e delicioso. O local é super pitoresco, pequenininho e vc corre o risco de encontrar com o David Letterman ou qualquer famoso, pois é o local certo dos locais, famosos e não famosos. Vale a pena, pela comida e pelo ambiente. Comi super bem e gastei U$16,00 – Fica na 7th X 55th – na frente do Carnegie Hall - e vc consegue ir caminhando algumas quadras (10 mais ou menos) e já está na Time Square.

Time Square - Broadway X 42nd St. – pode ir a pé e à noite, que não tem problema e é TUUUUDO de mais POP que há nos seus oudoors digitais.
A Times Square é uma LOUCURA, e só dá para entender mesmo tendo estado lá. Para quem não viu ainda, pode parecer estranho que um monte de outdoors digitais enlouquecidamente vendendo de tudo que seja o ápice da cultura de consumo americana concentrados em uma área possa despertar interesse ou algum tipo proveitoso de sentimento, sei lá, mas o pior é que desperta. O dia que cheguei em NY, foi o último sábado - 13 de setembro de 2008 - anterior ao começo da anunciação da Grande Crise Econômica, que se deu na segunda seguinte, 15 de setembro com a quebra do tal banco Lehman Brothers. A Times Square foi o primeiro lugar onde fui e com certeza, submergir da estação de metrô, no meio daquela coisa toda, foi uma sensação inesquecível, e como disse a Rosane, talvez de uma forma que daqui para diante, com essa nova ordem se estabelecendo, nunca mais seja sentida naquela intensidade e daquela maneira. Mas para nós, brasileiros colonizados pela cultura americana desde criancinhas com muito Walt Disney e Coca Cola na veia, apesar de tudo, ainda podemos considerar ser meio que a hora da overdose. Não vou discutir os méritos desse questão toda agora, mas, se você está lá, não se importe de sucumbir aos apelos dessa máquina doida, e curta, passeie entre as lojas e se deixe hipnotizar pelos painéis dançantes sem peso na consciência. Você não precisa falar dessa experiência para aquele seu tio super intelectual e politizado.

Grand Central Station - lindo, vale a pena conhecer e almoçar por lá, tem de tudo e um gourmet market que é maravilhoso. As frutas nem parecem de verdade de tão perfeitas. Vc come bem por U$10,00.
Aqui tem um postinho de informações ao turista cheio daqueles cuponzinhos maravilhosos de desconto e brindes em lojas e atraçães da cidade. Não se acanhe e os use mesmo, sem dó e sem medo.

NY Public Library – para quem é fã dos Caça Fantasmas, é uma boa volta aos anos 80...
Tem um outro post dedicado a ela: veja lá mais comentários e um vídeo.


Upper West Side
O que há lá?
American Museum of Natural History - Central Park West com a 79th St., só tenho que dizer que é imperdível e que vc deve ir cedo para curtir o que mais interessar, pois como o Louvre, vc precisa de 3 dias para vê-lo inteiro. Leia os conselhos de Roosvelt gravados na pedra nas 4 faces do hall de entrada do Museu.
Um lugar muito legal para levar as crianças, e é mais ou menos assim que eu me senti explorando as áreas de Museu. Queria ter tido todas as aulas de história e geografia de minha vida num lugar como esse. MARAVILHOSO nesse sentido educacional.

• Strawberry Fields/Dakotas House – respectivamente o memorial do John Lennon (idealizado por Yoko Ono e feito com 10.000 pedacinhos de mármore branco e preto dentro bem na frente do prédio onde eles moravam e onde ele foi morto. O prédio foi a primeira construção vertical de NYC (1854) e é chamado assim porque a população à época o achava tão alto que de seu topo vc poderia ver Dakota.

Tavern on the Green – Central Park West X 67th St. - um restaurante fantástico dentro do Central Park – era uma antiga cocheira que virou um restaurante chique mas com preço de refeição completa sem bebidas por U$60,00/pax – se puder, faça essa loucura, pois a entrada e a refeição são uma delícia e a sobremesa, nem se fala! O ambiente é único e adorado com milhares de lustres Tifany, sem falar no serviço cortes impecável – tem que fazer reserva com antecedência e geralmente nos hotéis eles fazem se vc pedir, pois é super requisitado pelos locais para comemorações especiais (pedidos de casamento, etc...)   Gente, esse ícone novaiorquino fechou suas portas em 2010. Um pecado.


Upper East Side
O que há lá?
Metropolitan Museum of Art - 5th X 82th  –
www.metmuseum
M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-! Veja outro post a respeito aqui.

•  Frick Collection - 5th Av. na frente do Central Park East (1 East 70th X 5th) - Casa de Henry Frick, um bilionário colecionador que tem em sua mansão deste Victor Hugo, Renoir, uma biblioteca de livros raros, um jardim de inverno com esculturas de Rodin, etc – vale a pena, pois a casa está montada como o dono deixou e sempre tem algumas mostras legais no subsolo da casa. A visita não é demorada e vc tem a disposição (por U$1,00) aqueles aparelhinhos de auto-guide, cada cômodo ou obra de arte tem um número e vc tecla no aparelho e tem todos os detalhes – em vários idiomas.
M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-!
  Veja outro post a respeito aqui.

• F.A.O. Shwarz - www.fao.com - 767, 5th Av.X 58th St. - na esquina oposta ao The Plaza - vale para ver o show no piano gigante. A loja é linda e tem os bichos de pelúcia mais lindos que já vi. Tem brinquedos para todas as idades.
Nessa loja que foi gravada a cena do filme “Quero ser grande”, onde o mini Tom Hanks brincava com esse piano que a Josi falou. Parece besteira, mas mesmo a gente que é adulto, se encanta completamente com as lojas de brinquedos de Nova York, seja a F.A.O ou as da Disney. Elas são maravilhosas e preparadas de tal maneira para embasbacar a gente que mesmo o adulto mais completamente rompido com seu lado infantil acaba refazendo contato com esse tempo. Mesmo que não tenha filhos ou sobrinhos para comprar presentes, reserve um tempinho e entre para dar uma olhada, vale a pena.


Em qualquer parte de Manhattan

• Qualquer Starbucks Caffe – peça um Mocaccino, que tem um sabor inesquecível. Todas as tortas e bolinhos são divinos, mas a minha favorita é a de Cramberry com Creme – huuuuuum!
E para acrescentar ao comentário da Josi, é também a salvação para fazer um Pit Stop na hora de comer alguma coisinha a um preço mais acessível e um bom Pipi na hora do aperto. Pra gente que passa o dia inteiro na rua numa viagem dessas, avistar uma loja Starbucks é quase como que avistar um oásis, para poder finalmente após alguns quarteirões de muita bateção de perna e às vezes de aperto total, saber estão lá sanitários disponíveis sem a plaquinha de "Uso autorizado apenas para clientes" e uma cadeira confortável para tomar um cafezinho bem cheio de cafeína revigorante.

Tem ainda muito mais e logo volto para retomar esse post.

Brandon Residence for Women - Um lugar para mulheres se hospedarem em Nova York
terça-feira, dezembro 15 2009 - 01:02

O problema a ser resolvido era:
Onde me hospedar sozinha por uma semana em Nova York, em um lugar dentro da ilha de Manhattan, a um preço razoável, e que ainda fosse limpo e seguro?

1 - Porque tem que ser em Manhattan?
Porque em Manhattan tudo está e acontece. É besteira se hospedar fora da ilha. Apesar da extrema facilidade de locomoção (o metrô da cidade, uma louca rede de linhas de A a Z e estações mil, leva você a todos os lugares, rapidamente, sem problemas), cada minuto perdido é um pesinho a mais na consciência. Dá muita raiva estar lá e ter a sensação de tempo desperdiçado, afinal, esse tempo custa bem caro. Ele voooooa de um jeito que a gente nem sente.

2 - Preço razoável quanto?
Razoável para os padrões novaioquinos, claro. Lá tudo é muito caro, mas procurando bem, é possível encontrar algo que se ajuste aos padrões e necessidades de cada um.Tem para todos os gostos e diferentes disposições de quanto quer-se ou pode-se gastar.

3 - Como assim, limpo?
É… uma preocupação a mais para quem procura “acomodações em Nova York a preços razoáveis”. O Trip advisor (
www.tripadvisor.com - site obrigatório para quem procura informações de viagem) é uma bênção na hora de denunciar nua e cruamente coisinhas como bed bugs (isso mesmo, bichinhos nas camas) e lugares indizíveis autodenominados de hotéis. Um agente de viagem que me deu bons toque, o Rodrigo da Hardy Turismo, me disse uma frase que não saia da minha cabeça “Muito cuidado! Em NY, tudo normalmente é pequeno e apertado. E se forem baratos então corre-se o risco de se cair em verdadeiros pardieiros”.

4 - Seguro?
Sim, seguro para uma mulher de 32 anos que nunca tinha ido para o exterior ficar sozinha, deixar seus preciosos pertences e com vizinhança segura, com parada de metro bem perto.


O Brandon Residence

E navega, procura, e checa ranking-fotos-comentários no Trip Advisor, e manda e-mail que não acaba mais. Cheguei a um lugar chamado Brandon Residence for Women, um albergue/abrigo/residência/pensionato/hotel sei lá como definir direito,que fica na 340 West 85th Street, a dois quarteirões da Broadway e de estação de metrô. Inaugurado em 1953, fica em um prédio antigo, e é gerenciado por uma organização não governamental, a Volunteers of America.

Se encaixou em todos os pré-requisitos que eu tinha como meta alcançar. Cheguei a ele observando as opções de dormitórios/acomodações que as escolas de inglês para estrangeiros ofereciam como opção de hospedagem para os alunos - várias delas, Kaplan, SVA, Rennert.

Embora tenha encontrado no You Tube um vídeo pouco animador que mostrava as deficiências do lugar - o prédio é beeeeem velho –mas nada tão grave que não fosse encontrar também em outros lugares da cidade. Aberto em 1953, serviu de residência para mulheres que estavam em Nova York em busca de um lugar seguro para se instalarem e iniciarem carreira quebrando paradigmas naquela época. Tem um arzinho bem retrô, e com uma boa reforma ficaria 10. Mas acho que cumpre bem seu papel.

Para fazer reserva e pagar daqui do Brasil dá um certo trabalhinho. É preciso antes enviar uma carta de solicitação e dados pessoais para aprovação de seu pedido de estadia e aguardar retorno. Não consegui entender bem quais são os critérios para aprovação ou não, mas fui aprovada. O pagamento que adianta-se daqui não é integral, mas o equivalente a 3 dias. O resto acerta-se no dia da chegada. Para pagar, é preciso fazer uma remessa em dólares para uma conta dos Volunteers of America, pois eles não possuem sistema de cobrança eletrônica, o que agrega ao custo total de hospedagem ainda a taxa de envio do pagamento, que deve ser feito com ajuda do seu banco (ou uma empresa como a Confidence Câmbio - www.confidencecambio.com.br), e que exige documentação comprovando a quê esse dinheiro se refere. Ufa! Depois disso tudo, está finalmente garantida sua reserva com quarto individual, banheiro coletivo (são dois por cada andar, tudo muito limpo e organizado) e duas refeições incluídas-café da manhã e jantar (bem americanos, com seus altos e baixos). O serviço de quarto acontece uma vez por semana e os funcionários são educados.

Recebe apenas mulheres, e mantêm costumes lá dos anos 1950, não permitindo de forma nenhuma o acesso dos quartos a visitantes homens.

A melhor palavra para definir o lugar é modesto, e desculpe a rima engraçadinha, mas totalmente pertinente aqui, porém honesto. Mas para uma temporada de férias ou estudos para mulheres que não querem gastar um absurdo em estadia em NY, se sentindo seguras em um bom lugar é uma ótima opção. Se precisasse, me hospedaria lá novamente.

Saiba mais.
Site:
http://www.thebrandon.org/


Mail enviado com dúvida sobre o Brandon Residence - processo seleção reserva
E-mail

Olá Juliana!
O meu nome é Daniela. Através do Google cheguei ao seu site e adorei! Gostaria muito de ir a NYC um mês em Janeiro e gostaria que me ajudasse se possível. Eu gostaria de ficar na Brandon Residence, já pedi informação e já recebi o formulário para preencher.
Estou com algumas dúvidas em relação ao que eles chamam “proof of income”: i.e. bank statement, letter from your employer, most recent pay stubs (4 consecutive), notarized letter from someone providing financial support, etc.
É preciso enviar isso tudo ou apenas uma dessas coisas? E em relação ao pagamento dos $50 dólares como você fez?
Desculpe tantas perguntas…
Obrigada, Daniela
Resposta

Oi Daniela.
Fico feliz que meu site tenha tido informações úteis a vc. Que maravilha ir para NYC, com certeza vc vai amar tudo aquilo!
Seguinte, eu recebi e enviei o formulário para "short stay" para apenas 8 dias de hospedagem.
Recebi na época também, que eles me mandaram por engano, o formulário de "long stay", justamente com esses pedidos todos de documentos e informações. Acredito que como sua reserva é para um mês, os critérios sejam esses e que sejam para se certificarem que vc tem vínculos fortes com seu país e que tenha condições de se manter nos EUA, por isso, pedem hollerits e essas coisas todas. Acredito que tenha que mandar sim seus extratos de conta bancária, 4 últimos hollerits, e carta de empregador afirmando que estará de férias no período da viagem. Depois que vc enviar os seus dados e a carta de pedido de admissão eles te encaminham esse número dessa conta. Eles ano passado não aceitavam outra forma de pgt, tipo cartão de crédito.

Para pagar, fiz um depósito internacional relativo a 3 dias de estadia em uma conta da qual eles te mandam os dados, em nome da Instituição "Volunteers of America". Daqui do Brasil, fiz esse depósito através de um banco e tive que pagar taxas pela transação internacional.
Abraços, Juliana.
Museus em Nova York
terça-feira, novembro 17 2009 - 09:34

Bom, para quem estudou arte, visitar Museus como o MOMA e o Metropolitan em Nova York muito vulgarmente explicando como faria nosso presidente Lula, tem o mesmo sabor de assistir às primeiras rodadas de jogos de Copa do Mundo, para brasileiro fanático. Comparativamente, conferir a rodada final e a grande decisão, seria ver os museus no velho mundo (Louvre, Prado, etc), mas isso fica para outra copa. Portanto, para mim, que estudou arte por quatro longos anos e que foi aluna do professor Guillermo Coronado e da Dona Lindalva, toda a empolgação é legítima, ok?

Em Nova York tem museus para todos os gostos. Os que eu visitei, MOMA, Metropolitan, Guggenheim, Frick Collection e International Center of Photography (esse, mais uma espécie de galeria dedicada à fotografia e com uma oferta de cursos sensacionais), são alguns para os que querem ver ARTE. Arte, arte e mais arte que encanta e emociona em sua melhor forma, harmonia, equilíbrio, ritmo, movimento, proporção, escala.
Por lá desfilam obras dos mestres que foram OS CARAS capazes de, com suas mãozinhas quase divinas, mostrarem a incrível capacidade humana de fazer bonito. De fazer perfeito. De fazer o bem. Em qualquer tempo. Em alguns casos, frente à algumas obras, o trabalho visto é tão definitivamente sublime, que eu me perguntava, “meu Deus, estava você guiando pessoalmente a mão desse artista?”.

Mas antes se de chegar aos céus através do que será visto, a crua realidade terrena:

  1. Primeiro tem a fila para entrar, e em alguns casos, fazer a revista (sim, sim, sim - paranóia total). O que eu achei mais rígido foi o Frick, onde máquinas fotográficas não são permitidas (assim como no International Center of Photography) e também o acesso algumas áreas da casa - ah, aqueles jardins...
  2. Segundo, a fila para comprar o ingresso (carteirinha de estudante paga menos, não exatamente metade, mas menos, pode levar!).
  3. Depois a fila dos guarda-pertences. 
  4. Depois a fila para entrar.
  5. E depois, a fila para ver os quadros. É... dentro dos museus, em frente às obras, as pessoas ora se amontoam, ora param e esperam abrir espaço para finalmente chegar a sua vez da “apreciação”. No MOMA e Metropolitan pode-se fotografar as obras (sem utilizar o flash). Por isso, muitas vezes, suplício grande é esperar o fotógrafo impertinente que monopoliza a área em torno do quadro. Por eternos breves segundos (para quem espera o dito-cujo terminar seu famigerado clic) estes inconvenientes incomodam muuuuuuito, congestionando o “trânsito”. Bobo, tentar levar um pedaço daquela maravilha consigo... Tolo, tolo, tolo (eu fui um deles, confesso)! Não percebem que a textura e o ritmo da pincelada ali depositada - e aquela sensação de ver aquilo de perto, naquele momento - não tem mega-master-blaster-pixel nesse mundo que consiga capturar.

Visitei também o Whitney Museum of American Art, e sinceramente, se você não for um aficionado por arte americana, passe essa sem muito remorso.

Sites:
Moma:
http://www.moma.org/
Metropolitan: http://www.metmuseum.org/
Guggenheim: http://www.guggenheim.org/new-york
Frick: http://www.frick.org/
International Center of Photography: http://www.icp.org/
Whitney Museum of American Art: http://www.whitney.org/



Livros, livros e livros em NYC
domingo, novembro 15 2009 - 12:37
Nova York é a cidade que tem o maior sebo do mundo (assim autodenominado) e a biblioteca mais maravilhosa também, (na minha modesta opinião). Um paraíso de livros.
Mesmo nas livrarias Barnes and Noble da vida (estão espalhadas por Manhattan), que com certeza também você vai acabar visitando, fica essa sensação de paraíso. Principal motivo: o preço. É muito mais barato do que pagamos aqui. Publicações lindas, em papel de qualidade, a preços muito diferentes do que estamos acostumados a ter que "engolir" por aqui.
Procure pelas prateleiras de promoção e veja as "barganhas". Se vc for do tipo que ama livros, reserve um espaço no bolso e na bagagem para trazê-los. Vale a pena.

Strand

O sebo é a Livraria Strand, que em caso de você ser apaixonado por livros, livros e livros, novos, antigos, usados ou raros, vale a pena visitar. No vídeo, os livros que comentei serem muuuuuito caros aqui no Brasil, e que lá, um escândalo de baratos são os de referência de publicidade. Nossa! Ah se o limite de bagagem deixasse... Mas também tem os de fotografia, de arte, ai, ai, ai, ai, ai...
Ela fica na esquina da 12th Street com a Broadway, 828. Anote aí e não deixe de visitar!



Biblioteca Pública de Nova York

E a Biblioteca Pública de Nova York, dispensa comentários. Como li em algum lugar, é simplesmente monumental. Uma ode ao conhecimento. Quem entende o que estou dizendo, entende. Uma reflexão que faço no vídeo, diz respeito ao quanto a grandiosidade daquela construção inspira. Falei de religião, de que, com bibliotecas como aquelas não precisaríamos de igrejas... Explicando melhor para ninguém me tachar de herege: deveria-se reverenciar o conhecimento da mesma forma que reverenciamos os deuses, sejam eles cristãos, muçulmanos, pagãos ou qualquer classificação que se dê. Ver uma biblioteca construída com a mesma arte e monumentalidade que a humanidade dedicou a construir as suas igrejas faz pensar que, se em vez de termos investido tantos esforços em erguer tantos monumentos à fé, deveríamos ter dividido pelo menos um pouquinho de tanta adoração ao divino com a adoração ao saber. Talvez hoje tivéssemos um mundo melhor.


Sites:
http://www.strandbooks.com/
ttp://www.nypl.org/

O estágio internacional na agência canadense
segunda-feira, agosto 24 2009 - 11:07

A oportunidade
Tive a super oportunidade de fazer um estágio em uma agência de propaganda canadense, que foi, nessa viagem toda, A EXPERIÊNCIA. Consegui realizar o estágio através da indicação feita pelo coordenador do MBA que cursei na FUNDACE, o Prof. Dirceu Tornavoi. O estágio não foi remunerado e não passei pelos processos que geralmente cercam essa experiência quando se vai intermediado por serviços de agência de intercâmbio.
Pessoas e relacionamentos são preciosos, e sempre tratei de cultivar isso principalmente em ambiente acadêmico/ universitário, onde muitas vezes a maioria das pessoas tratam de relaxar e deixar de aproveitar o que se pode ter de benefício do fato de estarmos em contato com nossos professores e coordenadores. Professores são pessoas generosas, acredito nisso, pois eles passam a vida dividindo o que aprenderam, apostando no aprimoramento de outras pessoas, seus alunos. A maioria deles está ali a sua disposição, e se você demonstrar interesse terá o melhor deles. Fiz licenciatura, eu mesmo sou uma professora de formação, valorizo muito a educação e sempre tive uma postura que me aproximou dos professores (ok, sempre fui CDF e pra vida real nunca perdi nada por ser assim, do contrário, só ganhei). Essa não foi a primeira vez que isso aconteceu. Foi uma professora (D. Lindalva de Lorga, muito querida) que me indicou para meu primeiro estágio em propaganda em uma agência, apesar de eu estar saindo da faculdade com um diploma de artes e não de publicidade. Esse estágio lá atrás mudou minha vida. Dez anos depois, outro professor também me indicou para um outro estágio, agora, internacional. Que veio para mudar muita coisa também. No estágio, fora o fato de estar tendo uma experiência profissional riquíssima, a necessidade da comunicação ser em inglês potencializou ao máximo meu aprendizado da língua. Isso fez TODA a diferença. Ficava meio período na escola de inglês e o outro meio período na agência, a Braistorm Group -
http://www.brainstormgroup.com/.

A agência


O prédio da Brainstorm Group em Toronto

Segue abaixo texto que escrevi ainda quando estava lá e que demonstra todo meu encantamento com o que estava vivendo:

“Eles mudaram de prédio recentemente. Esse novo espaço é muito bem organizado, claramente de modo a facilitar a comunicação dos departamentos e também, na minha modesta opinião, deixar os clientes de boca aberta, eheheh. A agência é linda, cheia de personalidade (as fotos que estão no site deles ainda são do prédio anterior). É uma agência pequena, por prerrogativa do dono, que explica o porquê disso no site. Contam com uma equipe de umas 35 pessoas. Apesar de pequenos, atendem clientes muito bons e os mais conhecidos da gente aí no Brasil são a Canon e o Outback.
A equipe de criação é formada por diretores de arte, designers, redatores e equipe de finalização. A maioria homens e vários já de cabelo branco, eheh. As mulheres estão presentes na equipe de atendimento - as Account Managers e no comando da equipe criativa - Dorothy, Creative Director - e Penny - Production Director, (chefiando o que seria nossa equipe de finalização). A agência conta com uma equipe muito experiente. TODOS os profissionais tem 15, 20, 25 anos de mercado, e como um me explicou: “We are seniors!”. O que com certeza para mim está sendo ótimo, pois paro para observá-los trabalhando e aprendo muito: ao criarem, desenham, fazem SEMPRE rought dos trabalhos, discutem MESMO conceito e forma com o redator e com direção de criação, apresentam junto com o atendimento o trabalho ao cliente, o trabalho flui de forma linear, sem sobressaltos e nervos à flor da pele, e sinto as pessoas muito seguras em suas posições e atitudes profissionais. São organizados no controle dos trabalhos e comprometidos com a produtividade.
Trabalho aqui com a plataforma MAC (aprendendo). PC, nem pensar - e nada de CorelDRAW. “CorelDRAW? A última vez que ouvi falar de CorelDRAW foi na faculdade!” foi o que eu tive que escutar quando comentei que usamos o famigerado.
É engraçado ver os diretores de arte chegando para trabalhar de bicicleta e estacionando “as meninas” no meio da sala de criação. É... elas ficam DENTRO da sala de criação. E, sim, mudam algumas, várias coisas em comparação ao que temos aí no Brasil, claro: a estrutura, a plataforma de trabalho, as pessoas, os clientes... mas o fluxo de trabalho, a forma como as coisas acontecem é muito parecida com o nosso dia a dia. Apesar de que a palavra planejamento parece fazer diferença, pois ao contrário do nosso louco dia-a-dia, sinto as coisas aqui acontecerem num tempo diferente, com menos afobação - essa talvez seja a grande diferença. Mas siiiiiiiiiim, aparece vez ou outra um anúncio para ONTEM. Siiiiiim, assisto as eternas discussões atendimento-criação acontecerem (aliás, presenciei uma terrível), vejo cliente mudando TUDO na última hora, querendo o logo beeeem grande e diretor de arte passando uma tarde inteira buscando aquela foto Royalty-free porque o cliente não vai pagar por Direito Controlado (o olha que esse cliente era nada mais nada menos que a Canon, acredita?).
Uma coisa que acontece agora por aqui e que dá uma atrapalhada em se perceber como as coisas devem ser realmente, é que é verão, e o ritmo está mais tranqüilo. Por aqui, para eles, é o nosso janeiro. Mas nas próximas duas semanas já entra setembro e as coisas voltam ao normal. Eles têm calor apenas por 3, 4 meses no máximo ao ano. E aproveitar bem as férias de verão é algo bastante importante por aqui (sol das 6:00 da manhã até as 21:00), pois o resto do ano o escuro vem cedo (o dia acaba umas 5:00 da tarde) e friiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiio bate de um jeito que é melhor nem tentar imaginar como deve ser (entendi mesmo o que o Jorge Benjor quis dizer quando canta que “moramos em um país tropical abençoado por Deus, mas que beleza!” ). Enfim, tudo está sendo maravilhoso e altamente proveitoso e eu estou MUITO FELIZ com a oportunidade de viver tudo isso!”

Concluindo

Porta de entrada da agência, para um mundo de aprendizado para sempre.

Passada a experiência, fica o aprendizado. Fica a vontade de trazer para vida de cá parte das coisas boas vistas e vividas. Sente-se frustração pelas dificuldades que isso implica, a cultura é outra e é preciso se conformar que certas coisas NUNCA mudarão, mas também aprendemos a valorizar as coisas boas que temos. Valeu cada minuto lá dentro. Indico essa experiência sem pestanejar. Podendo viver isso, viva, aproveite, se empenhe em chegar mesmo lá. Os ganhos são incontáveis, pro resto da vida.

Peças de Publicidade e Propaganda Toronto e Nova Yok
segunda-feira, agosto 24 2009 - 10:48

Esse post é para dividir com vocês parte das coisas legais que vi lá fora em termos de publicidade e propaganda. Muita coisa boa e possibilidade através da visão desses materiais, de perceber diferenças interessantes entre canadenses e americanos.

Nova York é uma explosão visual e conceitual em matéria de comunicação e marketing. Trabalhos ricos, visualmente super trabalhados, mensagens elaboradas e muito bem amarradas. Para gente aprender e babar mesmo, sem dúvida.


Curiosidade - o mesmo produto anunciado em Manhattan

Toronto é bem mais simples, na forma, abordagem e conteúdo, mas ainda sim interessante, com destaque para ações e comunicação de cunho não comercial, voltados a conscientização ambiental e social. A criatividade visual e conceitual brasileira supera a canadense, e entendo por que bons profissionais brasileiros que trabalham na área no Canadá encontram facilmente colocação. Confirmo isso através da experiência que tive na agência canadense.


E em Toronto

Veja arquivo PDF com várias peças de publicidade  fotografadas nas duas cidades:

Pecas Publicidade e Propaganda USA e Canada.pdf

Escolas de Arte, Fotografia, Propaganda e Marketing em Toronto
segunda-feira, agosto 17 2009 - 11:36

Como já falei no post de Nova York, um dos objetivos da viagem era fazer algum curso ligado à publicidade, marketing, arte ou fotografia. Fiz vários contatos e pesquisas à procura de instituições que oferecessem esses cursos de curta duração. Algumas delas visitei pessoalmente. 
Há também os de longa duração e nos sites de universidades e colleges, procure pelo termo "
continuing education" - são cursos de extensão. 
Segue lista.

Em Toronto:

Toronto Image Works
http://www.torontoimageworks.com/
Uma salinha em um prédio que oferece serviços de impressão digital, uma galeria bem legal de exposições e cursos diversos.

Ontario College of Art & Design
http://www.ocad.ca/home.htm
Lindo lugar, é atração turística da cidade pela arquitetura moderna do prédio. Um dos meus colegas da agência tinha cursado publicidade lá. Visitei o lugar, andei pelos andares e fiquei encantada com a atmosfera criativa do lugar. Oferece cursos de graduação e de curta duração.

International Academy of Design & Technology
www.iadt.ca

Humber College
http://www.humber.ca

Sheridan Institute of Technology and Advanced Learning
http://www.sheridaninstitute.ca/

George Brown College
http://www.georgebrown.ca

Henry's School of Imaging
http://www.henrys.com/webapp/wcs/stores/servlet/PageDisplay?dest=schoolimaging/school.jsp&storeId=10001&page=main
É uma escola agregada a uma grande loja de equipamentos fotográficos de Toronto. A Henry's, loja principal fica em uma rua diferente. A Escola fica ao lado de uma espécie de outlet da loja maior. Vários cursos oferecidos.

Escolas de Arte, Fotografia, Propaganda e Marketing em Nova York
segunda-feira, agosto 17 2009 - 11:34

Um dos objetivos da viagem era fazer algum curso ligado à publicidade, marketing, arte ou fotografia. Fiz vários contatos e pesquisas à procura de instituições que oferecessem esses cursos de curta duração nas cidades de Nova York e Toronto. Algumas delas visitei pessoalmente. Na School of Visual Arts de NY (a mais bem recomendada) tem cursos inclusive de línguas+artes para estrangeiros. Alguns são de longa duração também e nos sites de universidades e colleges, procure pelo termo "continuing education" - são cursos de extensão. 
Segue lista de Nova York.

Em Nova York:

School of Visual Arts
http://www.schoolofvisualarts.edu
Super bem recomendada. Visitei o prédio e o lugar tem a estrutura de uma escola normal. Mas a oferta de cursos e o nível de professores, pelo que se vê no site, é excelente.

FIT - Fashion Institute of Technology
http://www.fitnyc.edu

New York School of Photography
http://www.nyip.com/

NYU - New York University
http://www.nyu.edu/

International Center of Photography (ICP)
http://www.icp.org/
Ligado ao Internacional Center of Photography, misto de museu/galeria/escola tem uma oferta excelente de cursos.

Parsons
http://www.parsons.edu

The Art Institute of New York City
http://www.artinstitutes.edu

Aluguel de Apartamento em NY
quinta-feira, julho 23 2009 - 02:13
Hotéis em NY são beeeeeem caros, há muitos de reputação bem duvidosa quando o que se deseja é um de valor mais acessível (consulte sempre o Trip Advisor - http://www.tripadvisor.com/) e por essas e outras optamos por alugar um pequeno apartamento, seguindo recomendações de amigos. Poderíamos economizar tomando café da manhã e cozinhando no apt mesmo (ou melhor, descongelando as comidinhas prontas compradas nos mercadinhos/drugstores da vida) e ter o gostinho de viver como um verdadeiro novayorkino, eheheh.
Assim como hotéis, existem apts para alugar que cabem em todos os bolsos e também acessíveis em vários tipos de fontes - confiáveis ou não. No nosso bolso, o que coube foram os apartamentos alugados por uma brasileira que mora lá - indicação encontrada através dos Mãos de Vaca (veja no blog outro post referente a eles).
No site
http://brasilway.net/ podem-se ver fotos das opções oferecidas - o site é bem tosquinho, não se assustem, mas os apts são limpos, seguros, muito bem localizados e bem simples, localizados em prédios mais, diríamos assim, idosos. Mas nos atendeu suuuuuuuuuuuper bem. O nosso tinha cozinha com fogão, microondas, geladeira, um quarto com cama de casal e TV, outro com um sofá-cama e um banheiro e ferro+tábua de passar roupa.
Entrei em contato - faça com antecedência - vimos o que havia disponível, definimos o período que tinha que ser no mínimo superior a sete dias. Daqui do Brasil adiantamos o equivalente a uma diária depositando o dinheiro em uma conta brasileira mesma, e o restante pagamos quando chegamos lá. O valor total pago correspondia as diárias mais uma taxa de limpeza.
Com a gente deu tudo certo. Se houver um próxima vez, alugaremos com eles novamente, valeu a pena.
Festivais Italianos
domingo, julho 05 2009 - 10:07
Tive a oportunidade de curtir dois festivais italianos, um em Toronto e outro em Nova York.
O de Toronto não era o mais famoso, chamado Taste of Little Italy, que acontece em junho. Era um pequeno, nos dois últimos dias de agosto.
Já o de Nova York era o famoso San Gennaro Festival. Muuuuuuito bom, cheio de gente e comida muuuuito da boa. Se estiver por lá em setembro, verifique direitinho em qual data irá começar e reserve um almoço ou jantar para fazer por lá. Vale a pena.
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